O mês de maio terminou com 31 execuções na Grande Cuiabá - 22 na Capital e nove em Várzea Grande. Desse total, a Polícia Civil registrou dois latrocínios (roubo seguido de morte) - um em cada município. O índice teve uma leve queda em comparação com abril, que encerrou com 34 assassinatos. Os números são da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. No ano, já são 159 execuções, em 152 dias, numa média superior a um assassinato por dia nas duas cidades. Os números mostram que a violência teima em não ceder. O que chama a atenção é o fato de que esse patamar não se altera há mais de 10 anos. Do ano 2000 para a cá a média de 30 homicídios por mês tem leve alteração, geralmente para mais, lembrou um policial. A motivação dos assassinatos também não mudou o envolvimento com entorpecente, tanto uso como tráfico, continua liderando os homicídios. Acerto de contas e principalmente casos passionais completam a lista. Neste mês, a Polícia registrou um duplo homicídio em que dois homens foram executados com tiro no rosto num barraco no bairro Mapim em Várzea Grande. O crime continua sem esclarecimento e somente uma das vítimas é que foi identificada. Com isso, os policiais têm dificuldades nos trabalhos. Em relação aos dois latrocínios, também não há avanço. Em Cuiabá, um caseiro foi morto a pancadas dentro de uma estância na BR 364, na saída para Rondonópolis, de onde os bandidos levaram vários objetos. Em Várzea Grande, uma mulher foi morta a tiros durante um assalto quando voltava para casa, no Jardim Costa Verde. Um homem chegou numa motocicleta e exigiu a bolsa. A vítima não entregou e foi executada.