Três caixas-eletrônicos foram alvos de ataques ontem de madrugada no Estado. Na cidade de Poxoréu (a 400 quilômetros de Cuiabá), os ladrões arrombaram dois terminais da agência do Banco do Brasil e retiraram todo o dinheiro, cerca de R$ 200 mil. Na ação criminosa, os bandidos utilizaram maçarico para poder cortar o caixa e ter acesso ao dinheiro. O arrombamento foi percebido na parte da manhã, por funcionários que chegavam para trabalhar. O forte cheiro de queimado chamava a atenção de quem passava pelo local. Os ladrões ainda tiveram tempo de levar o chamado kit arrombamento - maçarico, botijão de gás e cilindro de oxigênio - embora. Policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) foram informados do caso e solicitaram, junto à gerência da agência, informações a respeito da gravação da ação criminosa pelo circuito interno de segurança. O delegado Luciano Inácio da Silva, titular do GCCO, colocou uma equipe para atuar no caso e não descarta hipótese de os bandidos serem os mesmos que estão agindo em vários pontos do interior. Em Várzea Grande, bandidos jogaram uma bomba que destruiu a frente de um dos dois caixas do Banco Santander, no quiosque localizado no estacionamento do prédio da prefeitura. Os criminosos, no entanto não conseguiram ter acesso ao dinheiro, pois a explosão não atingiu as gavetas com as cédulas. O outro caixa ao lado ficou intacto. Outro ataque, porém malsucedido, ocorreu contra o caixa do Banco do Brasil instalado dentro do Supermercado Modelo da rua Barão de Melgaço, unidade conhecida como Ponte Nova. Os criminosos nem chegaram a entrar no setor dos caixas. Assim que tentaram arrombar um cadeado, o alarme soou. Funcionários de uma empresa de segurança passavam pelo local e se depararam com os ladrões fugindo. Estamos fechando o cerco a esse tipo de ladrão. As empresas de segurança estão informadas desse tipo de ataque e estão fazendo mais rondas onde estão os caixas-eletrônicos, assim como a própria polícia. Além disso, caixas externos dificilmente são arrombados porque o espaço é pequeno e o assaltante morre afogado (sic) pela fumaça deixada pelo maçarico, explicou o chefe de operações do GCCO, policial civil Fernando Bezerra.