POLÍCIA
Quarta-feira, 09 de Novembro de 2011, 20h:00
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DROGAS
Traficante é preso após três anos
Após três anos de buscas, a Gerência de Inteligência Policial (GIP) da Polícia Civil prendeu ontem o traficante Wilbert Martins Rodrigues, de 38 anos, que estava escondido em Goiás. As investigações apontam que ele mantinha uma rede de distribuição de drogas nos Estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Bahia. O traficante estava com a prisão preventiva decretada desde o final de 2007, após ser preso em flagrante com 16 quilos de cocaína e ser liberado dois dias depois. Ele é apontado pela Polícia Civil como um dos fornecedores de cocaína para o traficante Dandão, de Cuiabá. Na ocasião, a Polícia Civil descobriu que o traficante tinha vínculo com a ex-escrevente Beatriz Árias. Durante a operação Ártemis, em dezembro de 2007, que investigava crimes de corrupção na 2ª Vara Criminal da Capital, a polícia apreendeu vários documentos de traficantes na casa da ex-escrevente. Havia uma pasta de plástico com seis folhas relativas ao traficante, comprovantes de depósito, envelopes contendo objetos pessoais de Wilber e seu cúmplice Edson José da Silva. A Polícia descobriu que a ex-escrevente estava atuando como despachante para intermediar benefícios a presidiários, entre os traficantes Wilber e Edson José, e outros presos envolvidos com o tráfico de drogas. Beatriz chegou a protocolar requerimento na Secretaria de Segurança para retirar para retirar o nome, segundo ela, de seu sobrinho Wilber, do Sistema de Informações de Segurança (Infoseg), porque ele estaria tendo problemas ao passar pela fiscalização do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) de Cáceres. O delegado Marcelo Filisbino, do GIP, informou que há três meses a Polícia Civil de Mato Grosso recebeu informações de que Wilbert estava escondido na cidade de Caldas Novas (GO) e passou a monitorá-lo, conseguindo efetuar sua prisão com apoio da Polícia Civil de Goiás. Naquele estado, ele usava nome falso. No dia 18 novembro de 2007, Wilbert foi preso em Alto Araguaia (515 km ao Sul de Cuiabá) durante a operação Gaiola. Seis dias antes, dois integrantes de sua quadrilha foram presos também em Alto Araguaia, com 24,6 quilos de pasta-base de cocaína. A droga estava acondicionada na parte superior da carroceria de um caminhão boiadeiro e seria transportada para o Estado de Goiás. Na ocasião, o motorista do caminhão foi preso por tráfico. Wilbert foi transferido para a Penitenciária Central do Estado (PCE) onde, uma semana depois, conseguiu uma habeas corpus no plantão do Judiciário. Dois dias depois, a Justiça decretou novamente sua prisão preventiva, pois o HC estava irregular. (AR)