POLÍCIA
Quinta-feira, 05 de Agosto de 2010, 19h:40
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CASO ANA ANTÔNIA
Terceiro envolvido procura a polícia
Manoel Nunes, de 26 anos, é suspeito de colaborar com a morte da advogada ajudando a golpeá-la. Mais um acusado ainda é procurado, o mentor
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O terceiro suspeito de envolvimento no latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou a advogada Ana Antônia da Cunha, de 68 anos, se apresentou à polícia ontem à tarde. Trata-se de Manoel Nunes da Silva, o Lalau, de 26 anos, que está com a prisão temporária decretada por cinco dias. Manoel é um dos três acusados na execução da advogada, morta com uma paulada na cabeça e deixada com mãos, coxas e pés amarrados. Na semana passada, policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) prenderam outros dois participantes - Marildes Rodrigues Araújo, de 36, e Abadia Paes Proença, de 36. Falta agora localizar o mentor do crime, identificado como Luiz, que está foragido. Manoel se apresentou na DERRFVA, unidade que investiga o latrocínio. Acompanhado de um advogado, ele foi indiciado pelo crime de latrocínio pelo delegado Silas Caldeira. Conforme as investigações, Manoel teria ajudado a executar a advogada na entrada da cozinha levando a vítima para o quarto onde foi enforcada. A advogada ainda foi amarrada nos pés, nas coxas e mãos. Além disso, teve um pano para cobrir o rosto, conforme policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que atenderam inicialmente a ocorrência. A execução ocorreu dia 2, mas o cadáver só foi localizado 17 dias depois, por um vizinho que chamou um chaveiro. Nesse ínterim, os latrocidas tiveram tempo suficiente para revirar e esvaziar a casa. Para evitar que o cheiro de putrefação não se concentrasse, os criminosos ainda abriram algumas janelas do recinto. Abadia teria apenas assistido à execução. Além de duas motocicletas e uma picape Saveiro, os criminosos roubaram uma geladeira e outros objetos, principalmente talões de cheques e também documentos da vítima. Os policiais suspeitam de que esses materiais teriam sido usados para aplicar golpes na praça com o nome da vítima. Os policiais recuperaram uma motocicleta e a picape, além da geladeira. O delegado explicou que Luiz prestou informações à polícia no início das investigações, mas, agora, sabe-se que os depoimentos eram dados de modo a despistar os policiais, escondendo a participação do próprio depoente no crime. Uma moto de Ana Antônia foi encontrada na casa de Luiz, que se desentendeu com a advogada e ela, por conta disso, teria lhe acertado um tapa no rosto. Essa discussão teria sido o motivo do assassinato. Como consequência, Luiz teria respondido que a mataria.