POLÍCIA
Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010, 19h:15
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OPERAÇÃO MARANELLO
Sindicância contra policiais em instrução
Wagner Amorim e Adauto da Silva, condenados a 25 anos e 11 anos por tráfico e associação, respectivamente, são julgados administrativamente
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Os inquéritos que tramitam na Corregedoria Geral da Polícia Civil contra os policiais civis Wagner Rodrigo do Amorim, condenado a 25 anos de prisão, e Adauto Ramalho da Silva, a 11 anos, por tráfico internacional de drogas e associação com o tráfico, estão em fase de instrução. É o período em que se busca e se reforçam as provas. A Corregedoria informou que vai solicitar junto a Justiça Federal cópia da decisão que condenou os dois policiais. A próxima etapa serão as alegações finais e análise da comissão processante. Wagner e Adauto são dois dos quatro denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Maranello que já foram julgados. A pena mais alta foi de Wagner, seguida de Fernando Fernandes, a seis anos de prisão por associação ao tráfico, e Mário Márcio Nascimento dos Santos, a 16 anos por tráfico internacional e associação ao tráfico. O policial Adauto recebeu pena menor. Todos estão presos, mas podem recorrer da decisão. Os demais denunciados aguardam julgamento. Continuam foragidos o advogado Edésio Ribeiro Neto, o Binho, apontado pela Polícia Federal como chefe do esquema, o ex-policial militar Adonai Novais de Oliveira e Jackson da Costa Conceição, todos procurados pela Interpol. A Operação Maranello, cuja investigação começou no início do ano passado, ficou conhecida depois da apreensão dos quase 400 quilos de cocaína numa fazenda em Barão de Melgaço, que servia de pista de pouso para a chegada da droga. Vários empresários da alta sociedade cuiabana foram presos sob acusação de lavagem de dinheiro e tiveram carros importados, como a Ferrari F430, o Corvette C6, o BMW X4 e o Poerche Boxster S, apreendidos. Os veículos foram devolvidos e os empresários respondem em liberdade. As investigações iniciaram em junho de 2009, quando a Gerência de Investigação Policial (Gip) da Polícia Civil chegou ao carregamento de 383 quilos de cocaína escondidos na fazenda Sete Irmãos, em Barão de Melgaço. Depois de concluído o inquérito, o Ministério Público Federal denunciou um total 35 pessoas por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O esquema do tráfico, conforme o MPF, era comandando por um núcleo principal composto por Binho, Adonai, Wagner e Jackson. Edésio é quem arregimentava financiadores, administrava e distribuía a cocaína vinda da Bolívia, conforme a denúncia. Outros policiais civis chegaram a ser presos e indiciados por participação no esquema, mas acabaram reintegrados às suas funções.