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POLÍCIA
Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010, 02h:04

Servidora vai ao AL para saber o que deu errado

ALECY ALVES
Da Reportagem
A coordenadora do Laboratório Forense da Polícia Técnica de Mato Grosso (Politec), Alexandra Alves, segue hoje para Maceió, capital de Alagoas, na tentativa de descobrir porque o exame de DNA feito nas amostras de dentes da estudante de Direito Eiko Uemura, encontrada morta no Portão do Inferno, apontou perfil masculino. O mesmo aconteceu com o cabelo coletado no antigo carro do advogado Carlos Araújo Prado, de quem a estudante era amante. Num total de 13, os fios de cabelo foram recolhidos no porta-malas de um Renault que já havia sido vendido e estava em Rio Branco, no Acre, onde peritos federais fizeram a coleta do material para exame. Já os dentes, a própria Politec e peritos do Instituto Médico Legal (IML) estadual fizeram a coleta durante a exumação do corpo da estudante, em Cuiabá, e mesmo assim o DNA também indicou que seria de homem. Ontem pela manhã, Alexandra Alves e a Ana Romio, esta responsável pelo Laboratório de Biologia Molecular da Politec, não descartaram a possibilidade de troca, supostamente não intencional, das amostras examinadas. Tanto Alexandra como Ana disseram que há muitas hipóteses de erros que poderiam alterar os exames. O contato manual assim como um espirro poderiam, segundo ambas, contaminar as amostras e mudar completamente o resultado. Ou, ainda, disse Alexandra Alves, até mesmo um erro de digitação dos dados. Alexandra Alves assegurou que a Politec não teve contato com os fios de cabelo, os enviou lacrados, da maneira como recebeu dos peritos federais, para o laboratório de Identificação Humana e Diagnóstico Molecular da Universidade Federal de Alagoas, referência nessa modalidade de investigação de provas. Como no laboratório de Maceió há fios de cabelos e dentes íntegros, reservas mantidas para contra-provas, e no laboratório da Politec, em Cuiabá, também há alguns dentes, novos exames de DNA serão realizados. O que estarão avaliando nos próximos dias, conforme Ana e Alexandra, é se os novos exames serão realizados no laboratório alagoano, em outro da rede de unidades forenses do país ou mesmo em Mato Grosso. Alexandra lembrou que no início de julho de 2009, quando as amostras foram enviadas para Maceió, o laboratório forense de Cuiabá ainda não tinha entrado em funcionamento (foi inaugurado em agosto).

Edição EDIÇÃO 16967




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