POLÍCIA
Terça-feira, 01 de Julho de 2008, 21h:31
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VIOLÊNCIA
Semestre já contabiliza 160 assassinatos na Grande Cuiabá
O semestre fechou com 160 assassinatos na Grande Cuiabá. Em junho, foram 29 execuções, sendo 26 homicídios, dois latrocínios (um em Cuiabá e outro em Várzea Grande) e uma lesão corporal seguida de morte. Do total, Cuiabá teve 19 homicídios e Várzea Grande oito. Os números são da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e praticamente repetem os de maio, que teve 27 assassinatos. O temor da polícia é de que o ano termine com mais de 300 execuções. Maio apresentou uma inversão em relação às duas cidades. Enquanto Cuiabá registrou 12 execuções, Várzea Grande teve 15 assassinatos, situação incomum, levando-se em conta que a Capital tem o dobro de habitantes da cidade vizinha. Em relação ao mês anterior, mais do que dobraram as ocorrências desta natureza passando de seis para 15. Para policiais da DHPP, o preocupante é que se até a metade do ano foram 160 assassinatos, neste ritmo o ano terminará com 320 execuções um número apontado como altíssimo, considerando-se que foram colocados em prática vários planos de combate à violência. Nem mesmo o trabalho dos policiais da DHPP tem surtido efeito, pois no entendimento deles, quanto mais prisões são feitas, mais se inibiria o crime. Temos um alto índice de resolução dos assassinatos. Poucos crimes de pistolagem. O crime passional (motivado por paixão) não temos como prever, informou o delegado Márcio Pieroni, titular da DHPP. O mês de junho começou com um crime passional. A dona-de-casa Maria Lúcia Carrito, de 45 anos, foi executada em sua casa, numa chácara do Recanto das Seriemas, na região do Coxipó, em Cuiabá. Testemunhas apontaram o marido dela, o chacareiro Paulo Araújo, de 45, como o autor do crime. Dias depois ele se apresentou à polícia, e confessou o crime. Foi liberado, mas teve a prisão preventiva decretada dias depois. Junho terminou com um duplo assassinato no bairro Alvorada. (AR)