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Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sexta-feira, 23 de Maio de 2008, 20h:48

PENITENCIÁRIA CENTRAL

Revista chega a 31 celulares apreendidos

Numa revista surpresa, policiais militares e agentes prisionais apreenderam 31 telefones celulares e 17 carregadores com os detentos do raio 3 da Penitenciária Central de Cuiabá (antigo Pascoal Ramos). Os celulares estavam escondidos em colchões. A apreensão ocorreu ontem de manhã. Foram apreendidos também dezenas de trouxinhas de pasta-base e maconha, além de chuços (armas artesanais confeccionadas com pedaços de metais). No raio 3 estão presos condenados por diversos crimes, principalmente por tráfico de drogas. Segundo o comandante do Batalhão de Policiamento de Guardas (BPGuardas), major Maurício Domingues, essa é a maior apreensão de celulares dos últimos anos com detentos de uma única unidade prisional. “Está um pouco acima da média. É a maior apreensão que tivemos recentemente”, frisou. O oficial da PM explicou que havia uma denúncia anônima sobre um grande número de celulares com os detentos. A partir daí, foi realizada uma revista surpresa. “As revistas terminam com um grande número de celulares apreendidos, mas, desta vez, um número maior do que o esperado”, frisou. Conforme o comandante do Batalhão de Guardas, cerca de 80% dos celulares e carregadores entram nos presídios através das visitas. Embora a apreensão na entrada seja grande, isso não impede que as mulheres entrem com celulares nas partes íntimas. Agentes prisionais reclamam que não existem equipamentos adequados e nem detector de metais, o que evitaria a entrada de qualquer aparelho nos presídios. Atualmente, só quando existe uma suspeita concreta é que é realizado exame nas partes íntimas. Nas visitas dos domingos, os agentes prisionais calculam uma média de 600 pessoas que entram na Penitenciária Central e, desse total, cerca de 400 são mulheres. “Seria impossível revistar todas elas. Mas se tivéssemos equipamentos adequados, a apreensão desses aparelhos seria maior ainda”, observou um agente prisional. A maior parte dos celulares é de tecnologia GSM, que utiliza chip, um aparelho fácil de ser levado para dentro das unidades prisionais. Os aparelhos foram levados para a Delegacia do Complexo do Coxipó onde será instaurado inquérito para investigar como chegaram até os detentos.

Edição EDIÇÃO 16964




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