POLÍCIA
Quarta-feira, 09 de Julho de 2008, 21h:12
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JÚRI POPULAR
Réu condenado por matar sobrinha
O pedreiro Manoel Teodoro de Moraes, de 28 anos, foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão pelo assassinato da sobrinha, Suzane Teodoro de Moraes, ocorrido em dezembro de 2005, no Jardim Florianópolis. Na ocasião, ele estava sob efeito de drogas e acabou matando a sobrinha, de 40 dias, com várias pauladas. O bebê ainda ficou 20 dias internado em estado grave na Santa Casa de Misericórdia. Manoel foi condenado por homicídio qualificado motivo torpe e meio cruel - pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. O crime é impressionante, devido ao fato do autor estar drogado e ter matado uma criança. O Tribunal do Júri desempenhou seu papel e mostrou que a sociedade não tolera mais certas situações, observou o promotor criminal João Augusto Gadelha. Segundo o relato de testemunhas, Manoel chegou drogado à casa da irmã e discutiu com ela. Ao perceber que o rapaz estava fora de si, ela não quis abrir a porta e tentou fugir. Manoel, então, pegou um pedaço de madeira para agredir a irmã. Assim que ela abriu a porta, com a filha no colo, foi agredida pelo pedreiro, mas os golpes atingiram também o bebê. Oito dias depois, ele acertou cinco facadas na esposa Jucinéia, que, apesar de tudo sobreviveu aos golpes. Ele achava que ela seria a culpada pela briga com a irmã e o conseqüente espancamento da sobrinha, que não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois. Suzana revelou à Policia que o irmão estava do lado de fora da casa fazendo uso de drogas, usando uma lata de cerveja. Com medo de ser agredida, ele disse que trancou a porta. Como ele queria entrar na casa, começou a ameaçá-la. Então, abri a porta para sair com minha filha, mas fui surpreendida pelas pauladas, relatou. As pancadas a atingiram na coxa esquerda e, assim que ela se virou para se proteger, foi atingida também nas costas e na cabeça. As pauladas que recebeu nas costas atingiram também a cabeça de seu bebê e fizeram com que a menina ficasse atordoada e caísse. Mesmo assim, a mãe conta que conseguiu se levantar e fugir para a casa de sua irmã que mora próximo. Suzana subiu na garupa de uma motocicleta e levou a filha até o Pronto Socorro de Cuiabá (PSC), de onde ela foi transferida em estado grave para a Santa Casa. Nesse ínterim, Manoel fugiu, mas teve a prisão preventiva decretada meses depois, sendo preso em 2006. Na prática, pela lei brasileira, a condenação de 15 anos praticamente inocenta o pedreiro, pois precisa cumprir apenas um sexto dois anos e meio para ter direito a progressão de pena, saindo em seguida do regime fechado para o semi-aberto. (AR)