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POLÍCIA
Sexta-feira, 27 de Junho de 2008, 20h:09

CONDENAÇÃO

Raposão tem pena total de 108 anos

Sob forte esquema de segurança, o latrocida Maurício Domingos da Cruz, o “Raposão”, foi julgado e condenado a 19 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de Rogério Barbosa, ocorrido no dia 18 de abril de 2004, na Penitenciária Central do Estado (antigo Pascoal Ramos). Com mais essa sentença, ele acumula 108 anos e meio de condenação. O julgamento ocorreu anteontem pelo Tribunal do Júri da comarca de Cuiabá. Junto com Raposão, foi julgado Firmo Bezerra dos Santos Neto, condenado a 19 anos e seis meses pelo mesmo assassinato. Barbosa foi assassinado porque teria dedurado o plano do latrocida de explodir o muro da penitenciária para libertar outros detentos, além da disputa pelo poder dentro do presídio. Após o crime, Raposão foi transferido para o presídio de segurança máxima de Catanduvas (PR) e, posteriormente, para a penitenciária federal de Campo Grande (MS). Firmo está preso na Penitenciária Central, onde cumpre 15 anos de prisão. Durante o julgamento, dezenas de policiais federais fizeram a segurança no Tribunal do Júri. Considerado de alta periculosidade, ele veio de avião de Campo Grande escoltado por agentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Além dele, o detento Márcio Lemes de Lima, o “Marcinho PCC”, veio de Catanduvas para testemunhar no julgamento. Barbosa foi assassinado com 48 golpes de chuços (arma artesanal confeccionado com pedaços de metal) no momento em que a vítima se encontrava no chamado módulo de aço na companhia de outros 18 detentos. Barbosa tomava banho de sol e, em dado momento, foi atacado por Raposão e Firmo que acertaram os golpes. Pelos planos de Raposão, ele iria estourar o muro da Penitenciária Central, mas acabou preso antes, no Jardim Primavera, em Várzea Grande, com sete bananas de dinamite, além de uma pistola, um revólver e vários celulares. Como a informação chegou até a polícia, os criminosos recuaram e Raposão acabou capturado junto com outros detentos. Levado para a Penitenciária Central, acabou matando Barbosa, apontado por outros detentos como o responsável pelo vazamento das informações. Após o julgamento, Raposão pernoitou em Cuiabá e, ontem de manhã, também sob forte escolta, foi levado para o Aeroporto Marechal Rondon, retornando para p presídio federal de Campo Grande.

Edição EDIÇÃO 16962




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