POLÍCIA
Sexta-feira, 04 de Maio de 2012, 22h:07
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NOVO CANGAÇO
Quadrilha de roubo a banco é desarticulada pelo Gaeco
JÉSSICA BENITEZ
Da Reportagem
Bandidos de alta periculosidade e portadores de notável inteligência, assim foram definidos os 14 criminosos que já foram presos, bem como os sete que ainda estão foragidos acusados de formação de quadrilha especializada em explosão, furtos e roubos de caixas-eletrônicos. O esquema foi desarticulado pelo Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em uma intervenção que se iniciou no final do ano passado, batizada como Operação Livramento. Na manhã de ontem, 20 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão em residências localizadas tanto em Cuiabá quanto em Várzea Grande foram cumpridos. Durante as prisões, o acusado Geovane Santos da Silva morreu ao tentar escapar, pulando muros e telhados de casas. Outro fato repentino foi a prisão de Paulo Henrique Santiago Ferreira, de 23 anos, que não estava entre os nomes registrados nos mandados e foi surpreendido pela equipe da Gaeco quando tentava auxiliar Geovane em sua fuga. Além de ser cúmplice, Paulo portava uma arma de fogo. A quadrilha atuava em todo o interior de Mato Grosso, sendo que houve registros de explosões, roubos e furtos de caixas-eletrônicos em Nossa Senhora do Livramento, Nobres, Alto Paraguai, Nova Santa Helena, Denise, Barra do Bugres, Nortelândia e São Pedro da Cipa. Eles (os bandidos) eram articulados. Saíam separados por equipes, e cada uma efetuava um trabalho específico. Após as explosões, se fugiam para lados diferentes, com o objetivo de despistar a polícia, conta o promotor do Gaeco, Sérgio Silva da Costa. Entre os envolvidos está uma mulher, Jeniffer Lemes da Silva, de 23 anos. Ela não apresentava antecedentes criminais, mas se envolveu com a quadrilha por ser esposa de Jonas Souza Gonçalves Júnior, vulgo Batman. Quem também ajudava a quadrilha por meio de avisos seria o policial militar Joel José da Silva, atuante no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc). Conforme o MPE, ele tinha acesso ao que era repassado pelo rádio da polícia e, com os dados, relatava a rota que estava sob investigação aos criminosos, evitando, dessa forma, que as ações fossem desarticuladas. Ainda estão foragidos: Paulo Donizeti Cardinalli, Jeferson da Silva Moraes, Jom Petsom Figueiredo, Airton Rosa de Oliveira, Amadeu Amâncio Ferreira, Baltazar Leandro Pereira Neto e Jonatan Venicio Lemes Silva. Dos 20 acusados, que poderão responder por formação de quadrilha armada, roubos e furtos qualificados, além de explosões com dinamite, apenas seis não possuíam antecedentes criminais.