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POLÍCIA
Sábado, 03 de Dezembro de 2011, 12h:53

Psicopatia explica assassinato, diz psicóloga

Muitas vezes, as tragédias envolvendo casais estão relacionadas ao amor obsessivo e ao ciúme doentio ou patológico. “Geralmente, trata-se de uma patologia, são psicopatas”, explica a psicóloga Fernanda Cristina Borges Araújo. “É um amor doentio, que se transforma em raiva, ódio e posse. Na cabeça dele, ele a está defendendo, tirando-a do mal”, acrescenta. Apesar de a maioria dos casos (entre 60% a 70%) envolver os homens, a doença também acomete as mulheres. Para identificar indícios ou comportamentos psicopatas, Fernanda Araújo índica a leitura de livros como “Mentes Brilhantes e Mentes Perigosas”, de Ana Beatriz Barbosa, que discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras das regras sociais e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Conforme Fernanda Araújo, os indícios surgem desde a época do namoro. “Quando eles apresentam comportamentos com agressões verbais sem motivos com qualquer pessoa, se irritam facilmente e muito rápido com pequenas coisas, fala, gesticula, sente ciúme, gosta de mandar e manipular o namoro, no futuro podem até matar por achar que estão se defendendo”, afirma. A psicóloga observa, no entanto, que os fatores não são isolados, mas se tornam cotidianos e tudo levado ao extremo. “Só pelo olhar (do marido) a mulher já abaixa a cabeça”, exemplifica. “Na cabeça dele, foi ela quem quis. São pessoas que não têm sentimento, pensam que estão acima da lei e por isso podem até matar”. Nestes casos, o melhor é sair da relação. “Nesse caso é um relacionamento doentio. Não tem esperança. A pessoa acha que vai mudar, mas não vai. Não tem cura”, alerta a psicóloga. (JD)

Edição EDIÇÃO 16962




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