POLÍCIA
Sábado, 27 de Março de 2010, 15h:11
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HÉLIO PONCE DE ARRUDA
PSF do bairro é alvo de assaltantes de VG
ALECY ALVES
Da Reportagem
Depois do registro de um assalto a mão armada e um arrombamento, ambos ocorridos na mesma semana, os funcionários e usuários do Programa de Saúde da Família (PSF) do bairro Hélio Ponce de Arruda, em Várzea Grande, inaugurado há menos de cinco meses, recorreram à Guarda Municipal para permanecer na unidade de saúde. Na primeira semana deste mês, um agente da Guarda Municipal foi destacado para vigiar o local. Ele passa o dia, de segunda a sexta-feira, fazendo a segurança patrimonial e pessoal dos que trabalham ou buscam atendimento no posto. O primeiro assalto aconteceu no final de fevereiro, quando uma agente comunitária de saúde chegava ao posto. Um homem armado a ameaçou de morte e lhe obrigou a entregar o aparelho celular e outros pertencentes. Dias depois, ladrões invadiram o prédio durante a noite e levaram os aparelhos de DVD e de telefone, um liquidificador e equipamentos de uso em saúde, como medidor de batimentos cardíacos. Mais que prejuízos materiais, os furtos prejudicaram gravemente o atendimento na unidade. Os dois médicos que atendiam no local, temerosos com a situação de insegurança, aproveitaram que haviam recebido propostas de trabalho em outros municípios e pediram demissão. Desde que os dois profissionais deixaram a unidade, há mais de 20 dias, a prefeitura de Várzea Grande não conseguiu contratar substitutos. Dona Fidelina Pereira da Silva Santos, 63 anos, que mora a menos de 200 metros da unidade, reclamou que precisa se deslocar para outros bairros em busca de atendimento médico. Ela disse que ficou feliz com a construção do PSF e chegou a pensar que poderia dispor de um serviço de saúde de melhor qualidade pertinho de casa. Fidelina destacou que a falta de segurança na comunidade é uma grande preocupação dos moradores, mas, no entendimento dela, esse não deve ser motivo para deixar o centro de saúde sem médicos. O gerente do PSF, Ciro Freitas, não acredita que a causa da saída dos médicos tenham sido os assaltos, mas reconhece que foi o temor de novos ataques de bandidos que o levou a buscar apoio junto à direção da Secretaria Municipal de Saúde e a Guarda Municipal. Conforme Freitas, exceto consultas médicas, o posto continua atendendo a população. Serviços como pré-natal, exames preventivos de câncer de colo do útero, vacinação adulta e infantil, controle de pressão arterial e palestras educativas não foram interrompidos. A secretária Municipal de Saúde de Várzea Grande, Jaqueline Beber Guimarães, assegurou que essa é a única unidade de saúde que enfrenta problemas de segurança. Entretanto, não é a única com falta de médicos. A prefeitura, informou a assessoria de imprensa, há semanas lançou edital para contratação de oito médicos, dois deles para o PSF do bairro Hélio Ponce de Arruda, mas até o momento não apareceram profissionais se candidatando para as vagas. A expectativa da secretaria é que em abril essa situação seja solucionada.