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POLÍCIA
Terça-feira, 15 de Abril de 2025, 17h:23

MATOU MORADOR DE RUA

Procurador da Assembleia é indiciado por "traição e emboscada"

Delegado diz que assassinato foi cometido "por motivo fútil". Autor teve prisão preventiva decretada

Da Redação
MidiaNews/Reprodução
O delegado Edson Pick, da DHPP, disse que o procurador Luiz Eduardo (detalhe) foi indiciado por homicídio qualificado

Réu confesso no assassinato de um morador de rua, em Cuiabá, o advogado Luiz Eduardo Figueiredo Rocha e Silva foi indiciado, nesta terça-feira (15), por homicídio qualificado 

O matador, que é procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, matou com um tiro na testa Ney Muller Alves Pereira, de 42 anos,

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Segundo o delegado Edison Pick, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o procurador foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado, pelo motivo fútil, e três vezes no inciso 4.

Ou seja, pela traição, emboscada e por meio que dificultou a defesa da vítima, explicou o delegado.  

O inquérito policial tem prazo de conclusão até esta quinta-feira (15).

De acordo com o delegado, a Polícia ainda ouve testemunhas.

"Já foram coletadas todas as imagens, que vão ser carregadas nos autos”, afirmou.  

O CRIME - Ney Pereira foi morto na noite de quarta-feira (9), na Avenida Edgar Vieira, em Cuiabá.  

Em depoimento, o procurador revelou que, pouco antes de cometer o crime, estava no estacionamento do Posto Matrix, jantando com a sua família. 

Nesse momento, Ney começou a depredar alguns veículos que estavam estacionados, inclusive, a Land Rover do procurador.  

Depois de verificar o dano, Luiz Eduardo voltou a jantar com a família e, logo em seguida, os levou para casa. Foi na volta, quando ele alegou ter ido a um posto policial para denunciar o dano, que atirou na vítima, que estava na calçada.  

Conforme o delegado, o motivo fútil foi caracterizado pelo fato de a vítima ter sido morta em razão do dano causado ao carro.  

“A traição, ele atrai o Ney e embosca, quando verbaliza e chama o Ney. Ele simulou aquela situação de traição e emboscada e não deu chance de defesa para a vítima. No momento que ele chama, ele já saca a arma e executa o tiro”, completpu o delegado.


Edição edição 16957




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