POLÍCIA
Terça-feira, 25 de Março de 2008, 20h:24
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EXECUÇÃO
PRF suspeito de homicídio se entrega
Patrulheiro Luiz Antônio Escobar está preso desde 2ª-feira, quando se apresentou na Delegacia de Homicídios. Ele optou por falar da acusação apenas em juízo
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O policial rodoviário federal Luiz Antônio França Escobar está preso desde anteontem à tarde após se apresentar na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Com a prisão temporária decretada, Escobar é investigado como o mandante do assassinato do jovem Rodolfo da Silva, de 23 anos, executado com três tiros, no bairro Centro-América, em Cuiabá. O homicídio ocorreu no início do mês. Em depoimento à delegada Sílvia Pauluzi, o policial rodoviário federal se reservou no direito de falar somente em juízo. Da Delegacia, ele foi levado para o anexo 1 da Penitenciária Regional de Pascoal Ramos, no prédio onde funciona a Delegacia de Vigilância e Capturas. Segundo policiais da DHPP, Escobar é apontado pelos suspeitos Jéferson Garcia Araújo, de 26, e Júlio César Ferreira Silva, de 23, como mandante do homicídio. A dupla está presa como executora do assassinato, cujo motivo seria vingança. Jéferson e Júlio confessaram ter executado Rodolfo a mando do policial, que teria pago R$ 3.000 pela empreitada, metade para cada um. E ainda pagaria um bônus de R$ 500, caso obtivessem êxito na execução. De acordo com as investigações, o assassinato de Rodolfo seria para vingar a morte de Ernandes Martins da Silva, de 20, executado com um tiro de espingarda, no Jardim Leblon. O assassinato não teve relação com o julgamento de Rodolfo, uma vez que os dois pistoleiros negociaram a execução há cerca de dois meses, muito antes da vítima se sentar no banco dos réus. Ele (Ernandes) era cunhado do policial (rodoviário federal). Os dois pistoleiros foram contratados para matar uma pessoa que matou o cunhado, explicou um policial da DHPP. Cinco dias antes do crime, Rodolfo foi julgado pelo assassinato de Ernandes sendo condenado a sete anos. Como se tratava de réu solto, o advogado dele recorreu e aguardava a apelação em liberdade. No depoimento à delegada Sílvia Pauluzi, Jéferson confessou ter sido contratado pelo policial para a execução de Rodolfo. Jéferson foi pilotando a motocicleta e Júlio César, na garupa. Assim que se aproximou, Júlio atirou três vezes acertando todas. Em seguida, fugiram em alta velocidade. Desde o homicídio, saiu o comentário no local do crime de que o assassinato poderia ser uma vingança. Então, as investigações partiram dessa suspeita, explicou um policial que participa das investigações. Desde que teve a prisão decretada, no início do mês, o policial não havia sido mais visto por colegas do posto onde prestava expediente, na BR-364, saída para Rondonópolis. Segundo a Corregedoria Geral da PRF, o policial era considerado um fugitivo da Justiça, uma vez que não comparecia ao trabalho e não está em licença médica. A Corregedoria instaurou um processo administrativo disciplinar para investigar a suposta participação do patrulheiro no episódio.