POLÍCIA
Sexta-feira, 08 de Janeiro de 2010, 10h:20
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ASSASSINATO
Presos 2 acusados de vitimar advogado
Mecânico e um adolescente são acusados de tentar roubar e matar João Ricardo Belluf, no Jardim Guanabara, no dia 29 de dezembro, em plena manhã
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A Polícia Civil prendeu dois acusados de participar do assassinato do advogado e servidor da UFMT João Ricardo de Campos Belluf, de 45 anos. O crime ocorreu na manhã do dia 29 de dezembro, na porta da casa de sua mãe, no bairro Jardim Guanabara, em Cuiabá. O mecânico Orlei da Silva Moreira, 24 anos, e o adolescente C.P.C, 17 anos, foram detidos na tarde de ontem, no bairro Pedregal. A polícia tenta localizar ainda um terceiro envolvido identificado apenas como Batico, que está foragido. Belluf recebeu um tiro nas costas no momento em que deixava o imóvel dirigindo seu carro, um Corolla cinza. De acordo com o delegado Antônio Carlos Garcia, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima foi abordada por C.P. e Batico. Na abordagem, Belluf reagiu à voz de assalto e, nisso, C.P. efetuou o disparo. Segundo o acusado, a arma, um revólver calibre 38, só tinha uma bala. Garcia explicou que a polícia chegou até os acusados por meio de imagens de um Celta prata placa JZF 2453, feitas por câmaras de segurança existentes na rua onde o crime ocorreu. As investigações, então chegaram a Orlei Moreira, proprietário do carro. Inicialmente, conforme Garcia, Orlei chegou a dizer que havia emprestado o carro para um rapaz chamado Fernando e que a sua esposa conhecia a história. Enquanto era ouvido, policiais procuraram a mulher do acusado, que negou o fato. Orlei, então acabou entregando os outros dois envolvidos e informou onde poderiam ser encontrados. C.P. foi detido em uma quitinete, no Pedregal. O Batico não estava, informou Garcia. Com C.P., os policiais encontraram e apreenderam a arma usada no crime. Em depoimento, os acusados disseram que saíram para praticar um assalto e foram para o Guanabara por ser próximo ao bairro em que moram, o que facilitaria a fuga, e escolheram o advogado aleatoriamente. Eles rondaram o Guanabara por cerca de 20 minutos a procura de uma vítima. Nisso, viram o advogado saindo de casa. O C.P. e o Batico saíram do carro e Orlei ficou aguardando nas proximidades. Após efetuar o disparo, os envolvidos saíram correndo sem levar nada. Orlei contou que deu uma volta na quadra do bairro e, quando voltou, já encontrou a viatura do Serviço Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no local. Ele então saiu e chegou a avistar os outros dois comparsas correndo. Detido na DHPP, Orlei disse ontem pela manhã à reportagem do Diário que foi a primeira vez que se envolveu em um assalto. Não sabia que ia acabar em morte, resumiu. Ele seria encaminhado para um presídio da Capital. Já o adolescente contou que resolveu praticar o assalto porque precisava de dinheiro e que não tinha a intenção de matar. Para gastar, sair, respondeu, ao ser indagado sobre o que iria fazer com o dinheiro. Ele confessou ainda que já havia sido detido por assalto. Ainda ontem deveria ser levado para o Centro Sócio-Educativo do Complexo do Pomeri.