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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sábado, 13 de Dezembro de 2014, 14h:40

HOSPITAIS

Presença da PM garante tranquilidade

A “jornada voluntária remunerada” com presença de policiais militares nas unidades de saúde é elogiada por usuários

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Os casos de ameaças, agressões, maus-tratos, estupros e de tentativas ou de homicídios registrados nas unidades de saúde públicas, em Cuiabá, caíram expressivamente com a atuação de policiais militares que integram a força de segurança criada após a implantação da Secretaria Municipal de Apoio à Segurança Pública. Desde abril deste ano, os policiais intensificam o policiamento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro e nas Policlínicas do Pascoal Ramos, Verdão, Coxipó e Pedra 90. Os militares integram a “jornada voluntária remunerada” da Polícia Militar, regulamentada pelo Governo do Estado. A queda no total de ocorrências chega a 92%. Dados do órgão de segurança municipal mostram queda nas ocorrências envolvendo conflito entre pacientes e servidores. Por outro lado, houve aumento nos casos de porte ilegal de armas e entorpecentes, por conta da presença ostensiva da PM. Na UPA Morada do Ouro, por exemplo, entre os meses de agosto e novembro de 2013 foi registrado um total de 583 ocorrências, incluindo, um homicídio e um estupro. No mesmo período deste ano, foram 85 casos. As ameaças foram as que mais tiveram redução. Exemplo disso é a Policlínica do Pascoal Ramos. Entre os meses de agosto a novembro de 2013, foram registradas 4.380 intimidações. No mesmo período deste ano, foram apenas 21 casos. Na Policlínica do Verdão também houve redução. Enquanto entre abril e novembro de 2013, aconteceram 721 ameaças, neste ano, foram contabilizadas apenas seis, no mesmo intervalo de tempo. Para as enfermeiras da unidade, Claudia Souza e Aryslene Marcelle Leonida, a iniciativa proporciona uma maior sensação de segurança a todos os servidores. “Nunca sofri uma ameaça ou agressão, mas quando com a presença dos policiais a gente sente uma maior proteção”, acredita Cláudia, que trabalha na unidade há quatro meses. A mesma opinião tem Aryslene, que já viveu o drama de ser intimidada por um paciente. Ela conta que o fato ocorreu à época da realização da Copa do Mundo, entre junho e julho passado. “Ele queria ir direto para o consultório, estava exaltado e falava palavras de baixo calão. Só não fui agredida por que o enfermeiro do meu lado ajudou”, relatou. A enfermeira lembra que funcionários da policlínica ligaram para a polícia e o agressor foi encaminhado para a Delegacia do Planalto, onde foi aberto inquérito para apurar o fato. “Com a presença dos policiais mudou, inibe atos como estes. As pessoas respeitam mais”, avalia. Isso, segundo funcionários da policlínica, mesmo com a presença dos policiais sendo mais efetiva a partir das 17 horas. Entre as cinco unidades, ocorreram 21 tentativas de homicídios no ano passado. Agora, em 2014, houve somente um registro deste tipo de crime, na Policlínica do Pedra 90. Pela regra da jornada extra, o policial militar (de soldado a capitão) que trabalha 12 horas tem direito a 36 horas de folga e, dentro dessas 36 horas, pode trabalhar por mais seis horas e receber uma renda a mais no final do mês. A renda extra é paga pelo município.

Edição EDIÇÃO 16967




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