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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sexta-feira, 03 de Junho de 2011, 21h:01

PISTOLEIRA

Presa acusada de execução de viciado

Sanlene Curado, a conhecida “Nikita do Cerrado”, de 25 anos, foi detida ontem de manhã no Aeroporto Marechal Rondon quando tentava embarcar num voo direto para Florianópolis (SC). Ela é acusada de assassinar com um tiro o jovem Fábio Leite Acosta, de 21, que estaria devendo entorpecente para ela. O assassinato ocorreu na última segunda-feira à tarde, num terreno da região do Zero-Quilômetro. em Várzea Grande. Sanlene, que estava acompanhada de uma amiga, foi detida quando fazia o check-in minutos antes do voo, marcado para as 12h15. Os policiais já estavam em seu encalço, pois descobriram que ela se preparava para fugir da cidade. Aos policiais militares que a detiveram ela confessou que matou o jovem, embora não tenha confirmado o motivo, mas as investigações realizadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam que a vítima tinha dado um “banho” – comprou e não pagou drogas. Na segunda-feira, ela chegou sozinha numa motocicleta e atirou uma única vez com uma pistola calibre 22, atingindo o abdômen do rapaz. Fábio morreu no local. Sanlene estava de cabelos castanhos médios, havia tingido para disfarçar. Ela estava com uma amiga, que admitiu encontrá-la no aeroporto, mas, segundo os policiais, elas chegaram juntas no balcão da companhia aérea. Há cerca de uma semana, ela teria atirado contra outra pessoa no Jardim Glória, mas acertou somente um tiro na perna do viciado, como se fosse um aviso. “Se não pagar, morre”, completou um policial. Para o comandante do Comando Regional II, coronel Pery Taborelli, a prisão de Sanlene representa um homicida a menos em circulação e, principalmente um “forte traficante com grande penetração na região”. Ele admitiu ser uma situação incomum encontrar uma mulher traficante e servindo de pistoleira ao mesmo tempo. “É algo novo, mas estavam aí para prender todos que estão em desconforme com a lei”, frisou. Policiais da DHPP não descartam a hipótese de a pistoleira estar a serviço de outros traficantes da região, uma vez que ela mostrou ser corajosa e boa de tiro. “O assassinato ocorreu durante o dia, na presença de vários viciados. É uma situação não muito comum, uma vez que crimes envolvendo drogas ocorrem no período noturno, principalmente de madrugada”, lembrou um policial. Fábio só foi identificado horas depois por familiares, que procuraram o Instituto de Medicina Legal para fazer o reconhecimento e providenciar o sepultamento. O jovem morava no bairro Mapim, com familiares.

Edição EDIÇÃO 16962




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