POLÍCIA
Quinta-feira, 12 de Julho de 2012, 20h:18
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BALANÇO
Porto é o bairro mais violento em 2012
Números da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) mostram que, entre janeiro e junho, seis pessoas foram executadas na região
O bairro do Porto foi o mais perigoso para se morar em Cuiabá neste primeiro semestre do ano. Pelo menos é o que dizem os números da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá. Entre janeiro e junho, seis pessoas foram executadas no bairro, que é seguido de perto por Altos da Serra, CPA, Pedra 90 e Pedregal com cinco casos. Nos bairros Jardim Vitória, Novo Terceiro, Ribeirão do Lipa e Três Barras foram cometidos quatro homicídios cada. Os jovens de até 24 anos estão entre as maiores vítimas dos 178 assassinatos ocorridos no período. Ao todo, 48 vítimas incluindo nove adolescentes estão nesta faixa etária, o que representa 30% do total. Também foram assassinados 28 adultos com idade entre 35 a 64 anos, um idoso acima de 65 anos. De cada 10 assassinatos ocorridos no primeiro semestre na Grande Cuiabá, sete foram esclarecidos pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. Pelos números da DHPP, foram 122 esclarecimentos de um total de 178 sendo 116 em Cuiabá e o restante em Várzea Grande. No ano, a matança chegou ao patamar de 214. Desse total do semestre, 102 vítimas eram homens e 14 mulheres. Apesar de pequena, a quantidade de mulheres assassinadas passa a ser preocupante, uma vez que 90% dos casos são crimes passionais (motivados por paixão). Segundo o delegado Silas Tadeu, titular da DHPP, em 122 execuções, os autores estão identificados e qualificados (nome completo) nos inquéritos policiais da Delegacia. Ele destacou que foram solucionados 72,41% dos 116 homicídios praticados em Cuiabá, e 61,29% dos 62 crimes ocorridos na cidade de Várzea Grande. Caldeira acrescentou que de janeiro até agora, a DHPP pediu a prisão de 127 pessoas e 59 foram presas entre flagrantes e prisão preventiva. O delegado ressaltou que as investigações são realizadas da mesma forma nas duas cidades. A dedicação é a mesma. Não existe preferência por uma cidade ou outra. Todos os crimes são investigados, explicou o delegado. Para o delegado, os números do semestre estão satisfatórios, levando em consideração que a DHPP trabalha com um efetivo considerado enxuto e a quantidade, quase que diariamente, de crimes que vem ocorrendo. No entendimento do delegado geral da Polícia Civil, Anderson Garcia, é fundamental levar à Justiça os autores de crimes hediondos, visando trazer tranquilidade à população.