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POLÍCIA
Segunda-feira, 24 de Março de 2014, 22h:25

DUPLO HOMICÍDIO

Policial vai responder em liberdade

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O policial militar Leandro Almeida de Souza, de 22 anos, deverá responder em liberdade pelo duplo homicídio pelo qual é acusado durante a tentativa de assalto na Casa Câmbio Rápido, na Avenida Getúlio Vargas, no centro de Cuiabá, no dia 24 de fevereiro deste ano. O delegado Walfrido Franklin do Nascimento explicou que o militar reagiu à tentativa de assalto praticado pelo mecânico Edilson Pedroso da Silva, de 28, preso dois dias depois. “Temos o entendimento que de fato de que ele (Leandro) respondeu a uma agressão injusta de Edilson, a pessoa que deu causa a toda essa tragédia. Então, analisando todos os indícios que temos até o presente momento, não é nossa intenção representar pela prisão preventiva do policial”, frisou. O delegado destacou que o policial agiu em legítima defesa, mas cabe ao Ministério Público Estadual ter esse entendimento assim que receber o inquérito concluído. Edilson está preso com a prisão temporária decretada que vence dia 27, pela tentativa de roubo e roubo de três veículos para garantir fuga, incluindo uma motocicleta. Walfrido acrescentou que Edilson virou apontando a arma, render o policial que, por sua vez, já tinha detectado suspeita do comportamento daquela pessoa quando ele entendeu que seria alvejado. “Para o policial, quem efetuou o primeiro disparo teria sido o Edilson, então respondeu aquela agressão do Edilson atirando contra ele”, esclareceu a dinâmica dos fatos o delegado. No inquérito policial foram ouvidas 16 pessoas sendo a última, o PM, um dia após a chegada do resultado do laudo. Na semana passada, o delegado divulgou o laudo de balística das três armas apreendidas durante o duplo homicídio e o resultado aponta que os tiros que mataram a operadora de caixa Karine Fernandes Gomes, de 19 anos, e o soldado PM Danilo César Fernandes, 27, foram disparados pela pistola do cabo PM Leandro. As pistolas de Danilo e Edilson não foram disparadas. O laudo esclareceu a hipótese de que os disparos havia saindo da arma do policial sobrevivente, que reagiu a tentativa de assalto. “Tanta a narrativa do policial quanto do Edilson são plausível. Edilson já confessou que o objetivo dele era roubar e teria confundido o policial com um vigilante”, explicou o delegado.

Edição EDIÇÃO 16962




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