POLÍCIA
Segunda-feira, 12 de Março de 2001, 21h:57
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BARRA DO BUGRES
Policiais são presos por roubo
PATRÍCIA NEVES
Do Diário On Line
Três policiais militares, da cidade de Barra do Bugres (169 quilômetros ao Norte de Cuiabá) - Adilson Gonçalves Pires, Gilson Bendito Neves e Nilton Carlos Pereira Moreira, estão presos desde o dia 1º de março, sob acusação de abuso de poder, roubo e extorsão. A prisão preventiva foi requerida pelo promotor de Justiça, Ricardo Alexandre Vieira Marques e decretada pela juíza Waldeci Moraes Siqueira, da comarca de Barra do Bugres. Os policiais são acusados de espancarem Sivaldo Barqueiro dos Santos, que trabalha em uma usina de açúcar, no final do mês de fevereiro. Eles teriam ainda roubado o salário de Sivaldo, cerca de R$200, e tentaram ficar com a moto do trabalhador. Os documentos do veículo estavam com os policiais. De acordo com o promotor, Sivaldo estava acompanhado de algumas amigas, na periferia da cidade, quando viu uma viatura da Polícia Militar se aproximar. Em seguida, ele foi colocado no porta malas do carro e levado para um matagal. No local, ele foi espancado e ameaçado de morte. Posteriormente, o trabalhador foi levado para a delegacia municipal. No local, eles teriam conversado com Sivaldo e proposto sua libertação em troca da documentação da moto. A prisão foi requerida em virtude da periculosidade desses homens. Sivaldo foi submetido a exame corpo de delito, e os médicos atestaram que os ferimentos eram causados em decorrência da agressão. As testemunhas do crime, bem como seus familiares, estavam em perigo, argumentou o promotor Marques. A versão dos acusados é de que Sivaldo teria tentado fugir em sua moto quando a avistou o carro da polícia. Durante a correria ele teria escorregado da moto e deixado cair os documentos. Os três negam a versão de que teriam levado o trabalhador para a delegacia, mas essa informação é contestada por um agente policial que estava no local. Será aberto inquérito civil para apurar as denúncias feitas pelo Ministério Público. Eles poderão perder seus respectivos cargos e ou ficarem muitos anos na cadeia, enfatizou o promotor.