Polícia suspeita que preso por assalto use nome falso
O assaltante Antônio Carlos dos Santos Oliveira, de 25 anos, preso após roubar uma picape Hilux e trocar tiros com policiais militares em Várzea Grande, pode estar usando nome falso. Policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) acreditam que ele seja boliviano, embora fale fluentemente português. O confronto com policiais militares ocorreu no domingo de madrugada. Baleado na perna, ele está internado no Pronto-socorro de Várzea Grande (PSVG). Segundo o delegado Roberto Amorim, o assaltante não respondeu a perguntas básicas, como o endereço e cidade onde mora. O uso de nomes falsos é uma estratégia das quadrilhas de roubo de picapes, até para que não sejam relacionados a uma das quadrilhas que fazem esse tipo de roubo, observou o delegado. Antônio Carlos está preso em flagrante e escoltado por agentes prisionais no PSVG. Assim quer receber alta médica, será transferido para um presídio da Grande Cuiabá. Para dissipar as dúvidas, Amorim colheu as impressões digitais do assaltante e as enviará para o Instituto de Identificação. O resultado da análise poderá confirmar se Antônio usa nome falso ou não. Antônio Carlos agiu em companhia de um cúmplice, que conseguiu fugir. Os dois renderam o proprietário de uma picape Hilux prata e o empurraram do veículo. A vítima, então, acenou para uma viatura que passava próximo e ainda ligou o sistema de bloqueio do veículo. Assim que os policiais tentaram se aproximar, foram recebidos à bala e revidaram aos tiros. Antônio Carlos e o cúmplice abandonaram a picape e tentaram fugir a pé. O tiroteio continuou e um dos fugitivos acabou ferido e preso. Com ele, foi apreendido um revólver calibre 38. Os PMs tentaram localizar o cúmplice, que conseguiu escapar pulando alguns muros. A picape foi recuperada e entregue ao proprietário. Informado da recuperação do veículo, ele esteve no local. (AR)