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POLÍCIA
Quinta-feira, 22 de Abril de 2010, 21h:09

RIO CUIABÁ

Polícia suspeita de que corpo encontrado seja de um pintor

A polícia está próxima de identificar o homem esquartejado e cujo corpo foi colocado dentro de uma mala e jogado nas águas do rio Cuiabá. A princípio seria o pintor José Donizete Louzano, que morava em Juína (cidade a 500 quilômetros) e veio para Cuiabá há cerca de dois meses. A identificação será feita por familiares que ligaram para o Instituto de Medicina Legal e forneceram detalhes a respeito do pintor. Técnicos em necropsia já solicitaram o prontuário civil dele junto ao Instituto de Identificação para fazer o confronto com as impressões digitais colhidas da vítima. “As características físicas fornecidas por familiares coincidem com o cadáver, incluindo a tatuagem. Mas só podemos fazer a confirmação através desse ou de outros exames”, explicou um técnico plantonista. De acordo com familiares, a esposa do pintor voltou para a Juína e ele estava concluindo um trabalho em Cuiabá. Ele morava numa quitinete no Jardim Europa, na Capital. O último contato com a família ocorreu no sábado à tarde. Ele era proprietário de uma motocicleta, cujo paradeiro a família desconhece. Técnicos em necropsia confirmaram que a morte ocorreu entre 24 e 48 horas antes da localização do cadáver dentro da mala, coincidindo com seu desaparecimento. José Donizete deveria voltar para Juína nos próximos dias. Os familiares disseram ter visto o cadáver através do “Programa Cadeia Neles!”, que é transmitido na cidade por uma emissora local. Como as características físicas eram semelhantes, resolveram entrar em contato com José Donizete. Como não obtiveram êxito, entraram em contato com o IML. A delegada Sílvia Pauluzi, responsável pelas investigações espera a identificação formal para continuar a apurar o caso. “Por enquanto é um nome a ser confirmado. A partir da confirmação, aí sim, vamos buscar mais informações da vítima”, frisou. O cadáver foi localizado na segunda-feira à tarde, no rio Cuiabá, dentro de uma mala que ficou enroscada na região da Marina, após a ponte Júlio Müller. (AR)

Edição EDIÇÃO 16961




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