Uma pessoa morreu e outra ficou ferida após uma briga entre membros de gangues em um baile de Carnaval que tinha mais de 800 participantes
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Polícia tenta localizar o autor do assassinato do jovem Wiliam de Moura, de 18 anos, executado com tiros de pistola calibre 22 numa boate em Várzea Grande. O jovem Adagilson Santana de Oliveira, de 19, ficou ferido e está internado no Pronto-Socorro de Várzea Grande (PSVG). O criminoso conseguiu driblar a segurança e entrou com a arma, que tem o tamanho de um telefone celular. Para o delegado João Bosco de Barros, o depoimento de testemunhas e também do sobrevivente será fundamental para identificar o autor. O crime ocorreu na presença de muitas testemunhas, frisou. O homicídio ocorreu na madrugada de domingo durante uma briga de gangues dentro de uma boate, localizada em frente à prefeitura de Várzea Grande, onde mais de 800 pessoas pulavam o carnaval. Adagilson relatou que houve uma briga com uma gangue dentro naquele mesmo local e o conflito foi separado pelos seguranças cerca de meia-hora antes. Não demorou muito e os envolvidos com a briga retornaram ao palco principal. A confusão foi retomada sendo que os seguranças agiram novamente. Em dado momento, um dos envolvidos sacou uma pistola calibre 22 e atirou quatro vezes. Dois tiros atingiram Wiliam e o terceiro, o próprio Adagilson. Não sei como os seguranças não foram baleados porque estavam perto. Foi tudo muito rápido. Só sei que fiquei ferido, relatou o jovem que está em observação no PSVG. Testemunhas disseram que após os tiros as pessoas saíram correndo pela rampa. As portas de emergências foram abertas e todos conseguiram fugir ilesos. Para o delegado, quem entrou armado conseguiu esconder muito bem a arma e já entrou com a intenção de se envolver em alguma confusão. Uma arma muito pequena e qualquer um consegue escondê-la, observou. Após a conversa com o jovem baleado, o delegado acredita que poderá identificar o autor e pedir a prisão dele. A prisão do suspeito é uma questão de dias, garantiu. Um casal que foi se divertir confirmou que havia duas pessoas sendo revistas na entrada. A revista foi rigorosa, tinha um homem e uma mulher revistando todos. Havia muita gente por lá, disse a mulher. Apesar dos seguranças, o casal teve a picape Strada deles arrombada e o som instalado na carroceria foi furtado no horário em que ficou no estacionamento. Não pagamos estacionamento e pedi para um segurança ficar olhando. Quando retornamos já haviam levado o equipamento de som. Tive um prejuízo de R$ 1.500 e agora quero que a casa noturna pague pela perda, informou. O dono da picape procurou a Central de Flagrantes para registrar queixa.