POLÍCIA
Segunda-feira, 11 de Abril de 2011, 20h:33
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MISÉRIA
Polícia prende dupla após a invasão de viveiro na Capital
Após abrir fogo contra policiais militares, dois assaltantes foram presos durante um roubo à empresa Viveiros Mato Grosso, localizada na avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. Com eles, os PMs apreenderam dois revólveres. O confronto ocorreu no sábado, por volta das 14 horas, após a dupla invadir a empresa e render funcionários. Os criminosos são Bruno Cesar Dias, o Miséria, de 23 anos, e Fábio Isler Ferreira, de 27. Segundo o relato de testemunhas, ao ver os bandidos, uma das vítimas correu para os fundos e acionou a PM, que chegou minutos depois. Os ladrões se preparavam para fugir quando viram os policiais. Fábio, então se escondeu atrás de um pilar e começou a atirar contra os PMs, que revidaram. Assim que a arma dele (Fábio) acabou a munição, gritou dizendo que se entregava. Ele jogou a arma e se entregou, relatou um dos policiais que participou da prisão. Bruno, por sua vez foi preso na saída entregando a arma. Quem passava pelo local se assustava com os disparos. Foram mais de 15 tiros. Quando passei por lá, vi um monte de viaturas e policiais. Cheguei a ouvir os últimos tiros, disse a motorista de um carro. A dupla foi autuada por tentativa de assalto e tentativa de homicídio contra os policiais. Miséria estava sendo procurado desde a madrugada de quarta-feira, pois é um dos suspeitos de participar da tentativa de chacina no CPA III que terminou com três jovens baleados. Na ocasião, ficaram feridos Cristiano Conceição, de 24 anos, atingido por três tiros, Benildo Santos, de 23, baleado na perna e no braço e Jandira Adriana, com um tiro no cotovelo. A tentativa de chacina ocorreu em frente a uma distribuidora de água e gás. Testemunhas disseram que Miséria chegou atirando contra as vítimas, que estavam conversando em frente à distribuidora fechada. Um carro do Samu foi acionado e esteve no local levando as vítimas ao Pronto-Socorro de Cuiabá. Para policiais que atenderam a ocorrência, o crime seria um acerto de contas, mas as vítimas disseram desconhecer o motivo para a tentativa de chacina. O caso é investigado pela Delegacia do Complexo do Planalto. (AR)