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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012, 20h:36

VIOLÊNCIA SEM-FIM

Polícia prende cinco por latrocínio

Soldado do Exército foi morto em Cuiabá durante um assalto que teve a participação do cunhado da vítima, Anderson Almeida

ADILSON ROSA
Da Reportagem
Cinco pessoas foram presas acusadas de participação no latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o soldado do Exército Rodirley Fernando Faria dos Santos, de 23 anos. O crime ocorreu no dia 25 de maio no bairro Novo Horizonte em Cuiabá. A vítima ainda ficou vários dias internada no pronto-socorro de Cuiabá, onde morreu no dia 9 de junho. Pelo latrocínio, foram presos: Aparecido da Silva Saillys, de 26 anos, que teria atirado na vítima, e seu primo, José Nilton Scandian, de 24 anos, suspeito de ter levado o carro. A lista se completa com Antônio Jackson Queiroz, de 28 anos, Elson Sebastião Rosa de Jesus, de 25 anos, e Anderson Almeida, de 23 anos, que era cunhado da vítima. Os três últimos entraram no crime de receptação. Todos tiveram a prisão temporária decretada. Segundo a delegada Elaine Fernandes, da Delegacia de Roubos e Furtos (Derrf) de Cuiabá, antes de morrer, o soldado do Exército pronunciou a palavra “espeto”. A partir dela, os policiais chegaram até a dupla de suspeitos, pois eles trabalham num carrinho de espetos, no bairro Altos da Serra, em frente ao açougue. “Durante as investigações, chegamos até uma testemunha ocular que não teve dúvidas em reconhecê-los, afirmando com absoluta convicção que Aparecido era autor dos disparos”, destacou a delegada. Ela acrescentou que a namorada da vítima também reconheceu José Nilton. O automóvel foi localizado abandonado, no dia seguinte, na região de chácaras do Doutor Fábio, próximo de onde os dois suspeitos residem. A partir daí, unindo as pistas, os policiais chegaram até a dupla. “Durante as investigações, apuramos que o planejamento, a receptação, os objetos roubados estavam circunscritos ao âmbito de amizade da vítima”, ressaltou a delegada. Elaine Fernandes acrescentou que Anderson era cunhado do soldado do Exército e saiu da prisão dia 17 de maio, nove dias antes do crime. Ele estava preso sob acusação de roubo. Para pagar o advogado, a mãe do rapaz vendeu a moto dele para Rodirley. Ao sair da prisão, ele brigou com o cunhado, exigindo a devolução da moto. A vítima, no entanto, não cedeu às ameaças e ficou com a moto.

Edição EDIÇÃO 16967




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