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Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

POLÍCIA
Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009, 08h:39

‘SAÚDE PÚBLICA’

Polícia prende 2 que vendiam atestados

Homens comercializavam documentos com carimbo de médicos, em Cuiabá e VG. Polícia preparou emboscada e flagrou falsários, que devem compor quadrilha

STEFFANIE SCHMIDT
Especial para o Diário
Ao telefonar e encomendar um falso atestado médico, a polícia prendeu, em flagrante, dois homens que vendiam o documento em Cuiabá e Várzea Grande. Sem saber de quem se tratava, Roberto da Silva Costa, 20, e Hevandro Marcelo Matos Constantino, 27, chegaram a perguntar ao policial se ele queria um atestado já preenchido ou em branco. Ambos foram pegos em uma residência, no bairro Poção, em Cuiabá, com dois blocos de atestados médicos, um da Fundação de Saúde de Várzea Grande (Fusvag) e outro do Hospital e Pronto-socorro Municipal de Cuiabá. Além disso, dois carimbos falsificados, contendo nomes de médicos e seus respectivos registros, também foram apreendidos. Os atestados eram emitidos em nome dos médicos Adelson Balbino Vieira e Ramon Jaimes Bustamante. O primeiro possui cadastro ativo no Conselho Regional de Medicina, já Bustamante consta no cadastro de dívida ativa e não poderia exercer medicina. O CRM informou que deverá abrir sindicância a partir de hoje. “Trata-se de uma quadrilha que vendia atestados. Isso vem acontecendo com freqüência e pode ter mais pessoas envolvidas”, afirmou o chefe de operações da Delegacia Regional de Várzea Grande, Edson Leite. O delegado de Várzea Grande, Miguel Sérgio Gualda, lavrou o boletim de ocorrência e o encaminhou para o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) Oeste, no Verdão, em Cuiabá. A alegação é de que o crime teria ocorrido na Capital. Policiais de Várzea Grande iniciaram as investigações a partir do registro policial feito pela empresa União Transportes, na delegacia. “Eles resolveram checar o atestado junto ao Pronto-socorro de Várzea Grande e descobriram que o médico não trabalhava no local, muito menos o funcionário da empresa deles tinha sido atendido naquele dia”, afirmou Edson Leite. No dia 14 de agosto, o diretor da Fusvag, Glen Carlo de Arruda, atestou, mediante ofício, que o médico não pertencia aos quadros do Pronto-socorro. A partir da denúncia da empresa, o funcionário Luiz Cassiano de Oliveira Filho, 35, foi detido e informou o contato dos “vendedores”. Por um atestado de cinco dias, por exemplo, era cobrado R$ 35 e, por um de dez, R$ 70. A suspeita da polícia, que continua nas investigações, é de que funcionários dos órgãos estejam envolvidos na aquisição dos blocos, segundo Edson Leite. À reportagem, os acusados afirmaram que acharam os blocos em uma sacola, na rua, e que não pensaram em devolver, para tentar ganhar dinheiro com a documentação.

Edição EDIÇÃO 16962




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