POLÍCIA
Quarta-feira, 09 de Fevereiro de 2011, 20h:30
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CASO PEROTTO
Polícia prende 2 acusados de execução
Supostamente a mando de Roni, ex-funcionário da vítima na floricultura Arte e Rosas, um menor e Thiago da Silva tramaram e executaram crime
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Duas das cinco pessoas indiciadas pelo assassinato do empresário Etair Luis Perotto, de 51 anos, encontrado morto no dia 18 de dezembro, foram presas ontem de manhã em Cuiabá. Trata-se de um adolescente de 17 anos e o ex-presidiário Tiago Cavalcanti da Silva, de 26, que já havia sido preso em 2004 por roubo de joalheria. Com ele, policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apreenderam um Celta prata usado no assassinato. Um terceiro envolvido conseguiu escapar. Ainda na parte da manhã, policiais da DHPP foram até o bairro Doutor Fábio, mas o terceiro envolvido não foi localizado. Ele seria um dos executores. Ainda fazem parte da lista de suspeitos o decorador Ronilson Marques de Queiroz, o Roni, de 27, cuja prisão preventiva foi solicitada, mas a Justiça não a decretou, e um quinto homem, cujo nome não foi fornecido. Conforme as investigações, Tiago foi quem dirigiu o Celta prata usado para transportar o empresário. Tiago foi reconhecido por uma testemunha que passou durante a madrugada do dia 18, saindo do Centro de Eventos Pantanal. Essa testemunha chegou a fazer acareação na delegacia reconhecendo Tiago. Já o garoto é apontado como um dos autores dos disparos que mataram o empresário. No mês passado, o delegado Márcio Pieroni, responsável pelas investigações, informou que o assassinato foi um crime de encomenda, mas não forneceu mais detalhes sobre quem seria o mandante e o motivo. Na ocasião, o delegado explicou que a execução teria partido de pessoas próximas ao empresário. O que chamou a atenção dos policiais foi a participação de Tiago que, em junho de 2004, foi preso junto com o advogado Edézio Ribeiro Neto, o Binho, ambos envolvidos no assalto a uma joalheria num shopping da Capital. Na ocasião, Tiago tinha sido baleado na perna. Desde o assassinato, as atenções estão voltadas para Ronilson, que se mudou recentemente para a cidade de Mirassol DOeste (a 230 quilômetros da Capital), como um dos envolvidos no crime. No dia 5 de novembro, ele foi vítima de tentativa de assassinato por parte do empresário dentro da floricultura Arte e Rosas, de propriedade de Perotto. Na ocasião, o empresário chegou a ser preso em flagrante pelo crime, ficando algumas semanas preso. Ele respondia em liberdade pela tentativa de assassinato. Roni ficou internado durante vários dias no Pronto-Socorro de Cuiabá e, assim que recebeu alta médica, saiu da empresa e se mudou da Capital. Ao delegado, o decorador negou ter participado do assassinato. O corpo do empresário foi localizado na manhã do dia 18 de dezembro, um sábado, jogado próximo ao córrego da entrada do Centro de Eventos. O automóvel dele foi localizado num estacionamento em frente a uma galeria de artes, a cerca de 300 metros da entrada do local.