A delegada Anaíde Barros solicitou à Justiça que fosse feito um exame psiquiátrico na jovem Juliana Jesus Miranda Silva, de 21 anos, que confessou ter matado a própria filha, um bebê de 23 dias de vida, na madrugada da última segunda-feira. Com o exame, será possível saber se ela sofria de depressão pós-parto ou não. Ela (Juliana) aparentemente não demonstrou qualquer debilidade mental. Com o exame, poderemos tirar todas as dúvidas, frisou. A jovem está presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May. A Justiça decretou a prisão preventiva dela pela participação na morte do filho Rodrigo Miranda, de 2 anos, estrangulado em 2006 na cidade de Barão de Melgaço. Em depoimento à delegada, Juliana confessou ter matado a filha de 23 dias que ainda não tinha nem nome ou registro de nascimento. Relatou à delegada que, por volta da meia-noite, o bebê estava chorando muito, o que a deixou incomodada. A partir daí, deu algumas pancadas na criança e acabou asfixiando-a. O bebê desmaiou e cerca de quatro horas depois Juliana acordou com a filha morta na cama. O fato ocorreu no quarto de um hotel próximo da Rodoviária, no bairro Alvorada, onde Juliana mora e trabalha. Após o crime, ela ligou para o pai do bebê, Benedito Santana Costa, que viajou de Nova Mutum (cidade a 270 quilômetros da Capital) até Cuiabá chegando no início da tarde de segunda-feira. Ao chegar no hotel, encontrou a filha morta e acionou a polícia. A delegada solicitou também a prisão preventiva pela morte da filha, mas o pedido ainda não foi apreciado pela Justiça. Como Juliana está presa sob força da prisão anterior, a delegada precisa apressar as investigações e concluir o inquérito em 30 dias. Explicou que deve ouvir algumas testemunhas para terminar as investigações. Juliana foi indiciada por homicídio. (AR)