A evolução nos casos de violência tem sido motivo de preocupação por parte das autoridades ligadas ao setor de segurança pública em Mato Grosso. Tanto que há um mês o problema foi discutido em uma reunião com representantes do Comando Regional II da Polícia Militar e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Judiciária Civil. Para tentar conter a violência, além de contar com o trabalho de investigação da Polícia Civil, os militares têm atacado as bocas-de-fumo e intensificado o trabalho de apreensão de armas. Segundo o comandante do Comando Regional II, coronel Wilquerson Felizardo Sandes, mais de 300 bocas-de-fumo foram estouradas neste ano no município. Estamos saturando as áreas com maior incidência de crimes, informou. Por dia, segundo ele, a PM registra a apreensão de pelo menos uma arma. Levantamentos mostram que para cada 18 armas retiradas de circulação evita-se um homicídio, comentou. Conforme Wilquerson Sandes, um dos encaminhamentos feitos à administração municipal foi o de estabelecer o fechamento de bares e lanchonetes que não tenham condições de oferecer maior segurança aos clientes após às 22 horas. O argumento usado pelos policiais é de que os casos de violência ocorrem com maior incidência entre às 22 horas e 2 horas da manhã, após discussões ou desentendimentos. O coronel destacou ainda a necessidade do Estado e municípios desenvolverem ações educacionais, esportivas e culturais uma vez que tem crescido o número e a participação de adolescentes no mundo do crime.