POLÍCIA
Sábado, 23 de Junho de 2012, 14h:23
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DOIS ANOS DEPOIS
Polícia esclarece latrocínio
A polícia esclareceu o latrocínio que vitimou o caminhoneiro Eustáquio Aparecido, de 60 anos, assassinado com um tiro no tórax na frente da família durante um assalto. Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Várzea Grande identificaram os dois participantes do crime, ocorrido no dia 1º de agosto de 2010, no pátio de um posto de combustível na rodovia dos Imigrantes em Várzea Grande. Trata-se de Ronei dos Reis Magela, hoje com 18 anos, e Laércio Ferraz de Almeida, hoje com 22. Os dois foram ouvidos na Delegacia onde não só confessaram o crime, como também forneceram detalhes de como ocorreu. Na ocasião, praticavam roubos para sustentar o vício de drogas, mas hoje garantem que se regeneraram. O esclarecimento ocorreu na semana passada com a localização de Ronei que, após confirmar ser um dos autores do roubo seguido de morte, apontou o cúmplice. Ronei relatou que pilotava a motocicleta e era Laércio com estava com revólver e atirou no caminhoneiro. A moto era roubada e foi abandonada no bairro 23 de Setembro e entregue para um receptador que a desmanchou. Na Delegacia, Laércio confirmou que na época era usuário de drogas e se juntou com o adolescente para praticar um assalto. Por volta das 18 horas, pegaram a moto roubada e todo o dinheiro que conseguissem, seria dividido para pagar entorpecente e o aluguel da moto e da arma. Eles passaram pela rodovia dos Imigrantes e depararam com o caminheiro, que foi eleito o alvo deles naquele início de noite. Laércio explicou que atirou porque a vítima correu atrás do cúmplice. Atirei para intimidar, mas o tiro acabou acertando, complementou. Segundo o relato de testemunhas, no entanto, o caminhoneiro foi cercado por dois ocupantes de uma motocicleta e o que estava na garupa exigiu que entregasse todo o dinheiro. Armado com uma faca, ele teria reagido e foi executado. Os ladrões ainda roubaram R$ 25 da vítima. O caminhoneiro foi assassinado na frente da filha de três anos. Ao descer da cabine, a esposa deparou com o marido todo ensangüentado e a filha do lado. Disse que a vítima estava com a faca e acreditava que ele tenha reagido ao assalto para proteger a família. Segundo a esposa do caminhoneiro, Alessandra Santiago da Silva, de 26 anos, o casal estava com duas das quatro filhas uma de três anos e outra de oito meses no momento do crime. Ela relatou a policiais militares que atenderam a ocorrência que Eustáquio fazia o trecho entre Cuiabá e Goiânia transportando piche. E nas viagens trazia a família junto, frisou. A esposa acrescentou que haviam terminado de jantar e foi levar a filha caçula para dormir na cabine. Peguei minha filha nos braços e escutei os tiros, gritos e barulho de uma motocicleta saindo. Eram dois [ocupantes]. (AR)