POLÍCIA
Domingo, 21 de Fevereiro de 2010, 01h:39
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CAIXA-ELETRÔNICO
Polícia cogita mais PMs envolvidos
A polícia não descarta a hipótese do envolvimento de mais policiais militares em arrombamentos de caixas-eletrônicos ocorridos recentemente na Capital. Anteontem, o soldado da PM Rony Peterson Silva Farias foi autuado em flagrante e outro militar, o cabo PM Jacob Rodrigues está sendo investigado na tentativa de arrombamento do caixa do Banco do Brasil do Comper Supermercados, localizado na avenida Fernando Corrêa. Segundo o chefe de operações da Delegacia do Complexo do Verdão, policial civil Jesse James Figueiredo, são vários arrombamentos praticados de forma semelhante, principalmente em relação ao carro usado na cobertura, um automóvel escuro. Com certeza, estamos chegando ao fio da meada. Com certeza, vamos esclarecer esses assaltos, pois possuem pontos em comum, frisou. Ele lembrou que as investigações estão começando. O chefe de operações lembrou o arrombamento do caixa-eletrônico Makro Supermercados que ocorreu recentemente, assim como o da Junta Comercial (Jucemat) no Carnaval. Nesses dois, os ladrões conseguiram retirar o dinheiro. Conforme as investigações, os bandos são organizados, pois além dos ladrões que entram no recinto para fazer o corte dos caixas, existe a equipe de apoio, que traz o maçarico com oxigênio e o botijão de gás. Em muitos casos, os bandidos abandonam a ferramenta no próprio local. As investigações apontam que é fundamental alguém ter acesso ao rádio da polícia para saber se foram informados da ocorrência. Neste caso, se houver risco em relação à ação criminosa, os ladrões são informados e fogem. Esses assaltos têm cobertura de alguém de aqui de dentro. Senão, não tem como ter tantos roubos desses, observou um policial. O soldado Peterson foi autuado em flagrante porque um dos três ladrões que fugiram deixou cair um telefone celular. No aparelho, a polícia descobriu que havia ligações para o militar e também para o cabo Rodrigues, que não foi localizado. Além disso, Peterson possui um Gol escuro idêntico ao visto por testemunhas por trás do Comper, por onde os ladrões fugiram e conseguiram apoio. Para complicar, ele foi visto pelos policiais, antes do assalto, numa lanchonete próxima do prédio onde ocorreu a tentativa de roubo. Na Delegacia do Verdão, o militar negou envolvimento com os assaltantes. Alegou que havia discutido com a esposa e foi até a lanchonete para refrescar a cabeça, uma vez que estava de serviço, no início da manhã. Os PMs foram até a casa de Jacob, mas ele não estava e a esposa não soube informar seu paradeiro. (AR)