POLÍCIA
Sexta-feira, 15 de Junho de 2012, 21h:41
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CASO AURO IDA
Polícia caça outro suposto mandante
Policiais da Delegacia Especializada do Adolescente da Capital tentam prender o jovem Rafael Aparecido de Amorim Veiga, de 18 anos, que está com mandado de busca e apreensão (equivalente a prisão preventiva) relativo ao período em que ele ainda era adolescente. O rapaz é procurado como um dos mandantes do assassinato do jornalista Auro Ida. Havia a informação de ele estava em sua casa, no bairro São João Del Rey. Como o crime ocorreu quando ele tinha 17 anos, o caso tramita pela Vara da Infância e Juventude da Capital. Segundo policiais da DEA, o crime prescreve quando Rafael completar 21 anos. Caso ele não seja localizado até lá, não poderá ser acusado pelo homicídio. Mesmo que seja detido, o máximo que ele poderá ficar preso são três anos cumprindo medidas socioeducativas, explicou um dos policiais. Eles acreditam que o jovem esteja por perto e que, como estratégia, deverá ficar escondido até completar os 21 anos. Havia a informação de que ele estaria próximo do Fórum Criminal na semana passada, durante audiência do processo contra os maiores, mas ele não foi visto. Rafael foi denunciado como mandante junto com o comerciante Rubens Alves de Lima. O então adolescente era namorado da estudante Pâmela Cristina Bastos, 18, que, por sua vez, manteve um relacionamento com o jornalista por um período de quatro anos. As investigações realizadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa apontam que Rubens e Rafael fizeram uma espécie de consórcio para contratar um pistoleiro que seria responsável pelo assassinato de Auro Ida. Em depoimento prestado na tarde de terça-feira (12) à juíza Monica Catarina Perri Siqueira, titular da 12º Vara Criminal da Capital, Pâmela admitiu que Rafael sentia ciúmes do jornalista. Quando eu comecei a namorar o Rafael, tinha uns dois meses e pouco que havia terminado com o Auro. O Auro mesmo me falava que eu devia tocar a minha vida e que podia me envolver com outra pessoa. O Rafael teve ciúmes uma vez, porque eu encontrei o Auro, por acaso, na casa da Vânia [amiga do casal]. Mas, não fiquei lá, só disse oi e voltei pra casa, afirmou, no depoimento. Além de Rubens, foram denunciados Evair Madeira, o Baby, como executor, e Alessandro da Silva como intermediário do crime, ocorrido no dia 21 de junho do ano passado, no bairro Jardim Fortaleza, na periferia de Cuiabá.