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POLÍCIA
Segunda-feira, 12 de Maio de 2008, 20h:21

LATROCÍNIO

Polícia busca carro de cabeleireiro

A polícia tenta localizar o Celta preto, placas KAP 1540, pertencente ao cabeleireiro Jair Gomes de Moraes, de 37 anos, vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). Ele saiu de sua casa, no CPA III, na sexta-feira à noite e foi encontrado ferido em estado grave às margens da rodovia Emanuel Pinheiro, no sábado de manhã. No domingo à tarde, morreu no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC). Segundo familiares, Jair recebeu uma ligação em seu celular de uma pessoa que o convidou para sair. Por volta da meia-noite da sexta-feira, ele saiu só de bermudão dirigindo o carro e só apareceu ferido no sábado. “Ele (Jair) não sai e fica fora. Vem sempre dormir. No sábado, estava cheio de clientes para serem atendidas e nada dele. Então começamos a procurar e o localizamos no PSC em estado grave”, relatou um primo. Para policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a pessoa que ligou para Jair participou do crime ou sabe com quem a vítima saiu de carro. “Por enquanto, temos um latrocínio, um roubo seguido de morte, pois o cabeleireiro foi morto por alguém que roubou o carro dele”, disse um policial. Até agora, o mistério reside como Jair foi parar na rodovia. Tanto familiares como policiais não sabem quem o localizou para fornecer mais detalhes. “Só sabemos que foi deixado às margens da rodovia”, completou o primo. Enquanto familiares receberam a informação de que Jair foi ferido com um tiro na cabeça, o exame feito pelo médico plantonista acusa espancamento na cabeça. Os policiais acreditam que o tipo de ferimento que causou a morte pode ajudar nas investigações. Eles acreditam que a localização do veículo poderá ajudar nas investigações. Segundo amigos, Jair era homossexual assumido e tinha muitos amigos, mas nenhum deles arrisca um palpite sobre quem estaria por trás do assassinato. Com vários cursos em São Paulo e Rio de Janeiro, era um conhecido cabeleireiro do bairro, onde atuava há cerca de 20 anos. “Meu sobrinho era muito conhecido do bairro. Tinha clientela cativa, pois atuava há muito tempo aqui no CPA III. Tudo indica que quem fez isso, fez para roubar o carro”, disse a tia que estava ontem na casa de Jair, cujo salão fica na parte da frente. Segundo Clóvis Arantes, do Grupo Livre-Mente, Jair é o quinto homossexual assumido assassinado neste ano no Estado. “Se contarmos com os não-declarados, este número pode dobrar”, informou. Para Clóvis, um dos problemas dos homossexuais é que vivem em situação de risco, pois acabam ficando vulneráveis nas mãos dos ladrões. (AR)

Edição EDIÇÃO 16967




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