Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Capital apreenderam aproximadamente 16 quilos de pasta-base de cocaína escondidos no compartimento de uma picape Saveiro. A droga, distribuída em 20 tabletes, era transportadas por três pessoas que foram presas em flagrante. Trata-se de Valin de Sati, de 38 anos, Edson Jarbas Alves, de 33 anos, e Walter Cassiano Silva Junior, de 27 anos. A prisão ocorreu anteontem à noite na cidade de Nova Mutum (264 km ao norte de Cuiabá). Segundo o delegado Gustavo Garcia Francisco, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital, a camuflagem na picape foi uma adaptação realizada pelos próprios traficantes numa funilaria da cidade. O carregamento foi realizado na fronteira com a Bolívia e seria levada para algumas cidades do Nortão. O delegado acrescentou que a desarticulação do esquema começou com uma denúncia anônima de que um grupo sairia de Sinop numa picape Hilux para comprar cocaína em Pontes e Lacerda, cidade de fronteira com a Bolívia. Alguns policiais se deslocaram para a fronteira para identificar o veículo e os traficantes envolvidos no esquema. Com o planejamento operacional montado pelos policiais foi possível a identificação de outro veículo, que faria parte do esquema dos traficantes e que provavelmente seria usado para o transporte da droga, disse o delegado. Com a identificação do Saveiro, os policiais monitoraram sua saída de Pontes e Lacerda até Nova Mutum, onde foi feita a abordagem dos suspeitos, mas numa vistoria superficial, não localizaram entorpecente algum. Em conversa com os policiais, os acusados apresentaram várias contradições que indicavam o envolvimento deles com o tráfico. Faltava então localizar o carregamento. No pátio da Delegacia Municipal de Nova Mutum, os policiais descobriram o compartimento falso com os 20 tabletes de pasta-base, que totalizaram os 16 quilos. Esses compartimentos muitas vezes são adaptações feitas pelos traficantes, lá na fronteira, pois entregam o carro pronto com a droga já escondida, principalmente quando escondem no tanque de combustível, lembrou um policial que participou da prisão. (AR)