O cabo Joaílton Lopes e o soldado Cléber Souza, lotados no 5º Batalhão da Polícia Militar, em Rondonópolis, foram libertados ontem pela Justiça. Eles estavam presos desde o dia 20, quando a juíza da 11ª Vara Militar, Lúcia Peruffo, decretou a prisão temporária dos dois, que participaram da desastrada simulação anti-seqüestro da PM, dia 26 de maio, na periferia da cidade. A tragédia resultou na morte do adolescente Luiz Henrique Dias Bulhões, 12, e nove pessoas feridas. Segundo o coronel Joelson Sampaio, responsável pelo Inquérito Policial Militar, há indícios de que da arma de um dos dois PMs saiu o tiro que matou Luiz Henrique. O oficial pediu a prisão dos dois militares no dia 19. No domingo passado, ele solicitou a prorrogação da prisão, que venceu ontem e não foi renovada. O cabo Joaílton e o soldado Cleber Santos estavam presos no 5º BPM. Outros cinco praças que participaram da operação simulada estão afastados. RECONSTITUIÇÃO Na quinta-feira passada, o delegado regional da Polícia Civil, João Pessoa Filho, revelou que vai fazer a reconstituição da operação que resultou na tragédia do Jardim das Flores. A data não foi definida.