POLÍCIA
Sábado, 11 de Junho de 2011, 14h:09
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CRIME NA ESCOLA
PM registra aumento de ocorrências
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Apenas nos cinco primeiros meses deste ano, a Polícia Militar já contabiliza 67 ocorrências em escolas de Cuiabá. A diferença é pequena, mas o número já é superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando policiais militares foram 64 vezes acionados para se deslocar até uma unidade escolar. Ao longo de 2010, a PM realizou 167 atendimentos no interior e nas imediações de estabelecimentos de ensino da Capital. Em 2009, policiais militares foram acionados um pouco mais: 180 vezes. De acordo com levantamento feito pela PM, os tipos de ocorrências são as mais diversas. Vão desde desinteligência (inimizade) a lesão corporal, vadiagem, furto, roubo, uso de entorpecente, depredação, ameaça, perturbação do sossego, racismo e porte ilegal de arma de fogo, entre outros. Entendemos que os índices de violência dentro do ambiente escolar estão estabilizados. Esse resultado é fruto das ações e projetos que desenvolvemos no âmbito escolar, acredita o chefe da Seção de Planejamento do Comando Regional I, major Miguel Augusto Alves de Amorim. O major Miguel Augusto pontua, por exemplo, que os casos envolvendo porte de arma são poucos e estão longe de lembrar o que aconteceu em Realengo, na capital carioca, onde um rapaz de 23 anos, em abril passado, abriu fogo dentro de uma escola, matou na hora 11 crianças e deixou outras 13 feridas. Após a chacina o criminoso se suicidou. Na Capital, um dos casos envolvendo arma de fogo ocorreu em maio, na Escola Estadual Dione Augusta, que fica no CPA IV. Na ocasião, policiais militares apreenderam quatro estudantes menores de idade que estavam com dois revólveres calibre 38 e várias munições. Segundo a polícia, os adolescentes planejavam uma briga entre turmas rivais. Já no início deste mês, um adolescente de 17 anos foi detido com uma garrucha artesanal escondida dentro de sua mochila na sala de aula. A apreensão foi na Escola Estadual André Avelino, no CPA I, também na Capital. O estudante alegou que montou a garrucha em casa apenas para exibi-la aos colegas. Embora a garrucha não tivesse condições de disparar, mas poderia ser usada em ações criminosas. Da escola, o garoto foi levado até o Plantão Metropolitano da Capital, onde foi ouvido pelo delegado plantonista. Entre as providências realizadas pela PM para conter os índices de violência nas unidades escolares o major Miguel Augusto cita o policiamento ostensivo no interior e em horários de entrada e saída das aulas, rondas, abordagens, palestras educativas e reuniões com toda a comunidade escolar. Um dos pontos fortes é o Proerd (Programa Educacional de Resistências às Drogas e à Violência), que trabalha a prevenção às drogas e à prática de crimes e vem produzindo resultados positivos.