POLÍCIA
Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014, 21h:15
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PENA DE 25 ANOS
PM poderá ficar na PCE só por mais três anos e meio
Em julgamento que durou 15 horas e foi encerrado às 23 horas de quarta-feira, o ex-policial militar Claudemir de Souza Sales, foi condenado a 25 anos de prisão pelo assassinato da corretora de imóveis Ana Cristina Wommer, 24 anos, e de sua filha recém-nascida Maria Eduarda. Ele foi sentenciado a 20 anos em regime fechado e o restante por ocultação de cadáver e aborto, que serão cumpridos no semiaberto. Na prática, o ex-militar deverá ficar mais três anos e meio preso em regime fechado e depois ganhará progressão de pena indo para o semiaberto. O julgamento ocorreu pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá presidido pela juíza Mônica Catarina Perri de Siqueira. Segundo o advogado do ex-PM, o criminalista Waldir Caldas, Sales tem remissão da pena porque está fazendo trabalho interno. Com isso, a pena é reduzida. São cumpridos inicialmente em regime fechado dois quintos. Como já está preso há três anos e meio, contando com a remissão, ficará mais três anos e meio, para entrar no regime semiaberto, destacou. Mesmo assim, o advogado entrou entra com apelação da sentença junto ao Tribunal de Justiça. O crime ocorreu no dia 24 de agosto de 2010 e um exame de DNA realizado posteriormente comprovou que o filho que Ana Cristina estava esperando não era de Claudemir. Conforme as investigações chefiadas pelo delegado Márcio Pieroni, o policial mantinha um relacionamento amoroso com a vítima e vinha sendo pressionado pela vítima para que reconhecesse o filho. Para o delegado, a tentativa de aborto forçado, que acabou ocorrendo, foi por parte do militar, que teria agido com um ou dois cúmplices. A apreensão do carpete do porta-malas do Gol preto de placas AQR 1920, de São José dos Pinhais (PR), pertencente ao policial militar, é uma prova de que o corpo de Ana Cristina foi colocada no veículo antes de ser jogado no terreno baldio às margens da BR 364, no Distrito Industrial, em Cuiabá. (AR)