POLÍCIA
Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007, 18h:21
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CASO JAUNE
Pistas de Leonardo em Nova Brasilândia
Depois que caso foi veiculado no programa Linha Direta, moradores da região onde o pai do acusado tem fazenda reconheceram o estudante e acionaram a PM
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Policiais militares tentaram prender o estudante Leonardo Jaune que estava escondido na Fazenda Rio Bonito, na cidade de Nova Brasilândia (município localizado a 215 quilômetros de Cuiabá), pertencente ao pai do estudante, o fazendeiro Richard Jaune. Os PMs daquela cidade receberam uma informação anônima de que Leonardo estava escondido lá. Ele foi reconhecido por moradores que viram o estudante no programa Linha Direta, da TV Globo, exibido mês passado. Leonardo está com a prisão preventiva decretada sob acusação de participar do assassinato e ocultação de cadáver do advogado Anderson Eustáquio da Costa. O crime ocorreu no dia 29 de junho de 2005, em Cuiabá. Desde que teve a prisão decretada, no final do ano passado, ele desapareceu. Leonardo, no entanto, não foi localizado. Ele teria fugido para outra propriedade rural. O pai do estudante reclamou da ação policial e registrou queixa contra os policiais acusando-os de sumir com gasolina usada para abastecer motosserra e também invadir a casa de funcionários. Durante a operação, os PMs prenderam um funcionário da fazenda por porte ilegal de arma. Com ele, os policiais apreenderam um revólver. O funcionário disse que a arma é de propriedade do fazendeiro. Diante da informação, o delegado João Bosco de Barros, da Delegacia de Chapada dos Guimarães, deverá ouvir Richard. Vamos intimá-lo (Richard) para saber a procedência dessa arma, informou o delegado. Desde o assassinato de Anderson que Leonardo está sendo investigado. Ele chegou a ter a prisão temporária decretada por 30 dias. Após esse período, ele foi indiciado, mas estava em liberdade. Leonardo teria participado da execução de Anderson por acreditar que a morte de sua irmã, Taíssa Jaune, teve como fator determinante a atitude do advogado, que foi a última pessoa com quem ela esteve antes de cair do quinto andar do edifício onde morava, na avenida Rubens de Mendonça, no dia 26 de junho de 2005. Leonardo, por sua vez, nega participação no assassinato do advogado. Segundo o estudante, ele deixou Anderson a 50 metros do apartamento do advogado no dia de seu desaparecimento. E não mais o viu. Leonardo confirmou que, momentos antes de sair do carro, Anderson recebeu um telefonema da namorada. O advogado foi morto com dois tiros de revólver e ainda teve o abdômen cortado com uma faca. Em seguida, foram jogadas pedras no seu interior como forma de afundar e nunca mais ser localizado. O processo foi desmembrado. O sargento Nilson Ferreira Batista havia sido denunciado como executor do assassinato, já que foi positivo o resultado do exame de balística de um revólver apreendido com ele. No dia 11 de maio deste ano, Nilson foi executado a tiros, num crime que teve a participação de sua mulher. (AR)