POLÍCIA
Sábado, 09 de Abril de 2011, 13h:40
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OPERAÇÃO BALISTA
PF investiga aluguel de armas por PMS
Dois militares presos durante a ação são apontados como possíveis fornecedores do armamento utilizado pelos irmãos Machados e resto do bando
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Polícia Federal não descarta a hipótese de os dois policiais militares os soldados Élson Luiz da Silva, 29, e Everton Nobre da Silva, 28, - terem fornecido armas para a quadrilha chefiada pelos irmãos Machados para a prática de todos os assaltos. Até agora, foi comprovado o aluguel de armas para integrantes da quadrilha em roubos a dois caixas-eletrônicos: um localizado no edifício Milão e outro no supermercado Comper de Várzea Grande, ocorrido no início deste ano. A PF, que deflagrou na última semana a Operação Balista, investiga também a participação da quadrilha em ataques a mais caixas-eletrônicos na Capital. Dias antes da prisão dos envolvidos por agentes federais, dois caixas do Banco do Brasil instalados no Palácio Paiaguás foram arrombados e os bandidos levaram cerca de R$ 400 mil. Segundo o delegado federal Fernando Salomão, os indícios do fornecimento de armas são fortes, uma vez que o bando tem comprovadamente a participação em outros três roubos num posto de combustível no dia 16 de fevereiro, quando renderam o vigia e arrombaram o cofre; no roubo de medicamentos e, também no sequestro de um motorista para roubar um caminhão em março deste ano na Rodovia dos Imigrantes. Eles (os dois militares) vendiam segurança quando ocorriam os arrombamentos de caixas-eletrônicos, ficavam monitorando a própria polícia informando os cúmplices. Os dois roubos ocorreram de madrugada, horário considerado mais tranquilo. E também fornecia armas, explicou o delegado. No dia 24 de fevereiro, quatro homens armados com revólveres invadiram o prédio do Comper supermercados, em Várzea Grande, onde renderam seis funcionários. Em seguida, cortaram o caixa-eletrônico do Banco do Brasil levando cerca de R$ 200 mil que estavam nas gavetas. Do chamado "kit arrombamento" - maçarico, cilindro de oxigênio e botijão de gás -, deixaram no local apenas o botijão. Por cerca de meia hora - tempo considerado recorde - os ladrões cortaram a lateral esquerda do caixa e tiveram acesso às gavetas com o dinheiro. Usaram refrigerantes para resfriar o maçarico que não foi deixado no local. O outro assalto a caixa-eletrônico ocorreu no dia 15 de março no edifício Milão, onde três bandidos arrombaram o caixa do banco Santander e levaram todo o dinheiro - cerca de R$ 40 mil, uma vez que a instituição financeira abastece seus caixas de autoatendimento com pouco dinheiro, justamente para inibir os roubos.