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POLÍCIA
Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 19h:04

CASO ANA ANTÔNIA

Outro envolvido acaba preso em Cuiabá

Marildes Araújo, segundo do trio suspeito de ter amordaçado, espancado, matado e roubado advogada, foi localizado no Planalto

ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Polícia Civil prendeu mais um envolvido no latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou a advogada Ana Antônia da Cunha, de 68 anos, encontrada morta há uma semana em sua casa, no bairro Araés, em Cuiabá. Trata-se de Marildes Rodrigues Araújo, de 30 anos, preso no Residencial São Carlos, após fugir do bairro Planalto. Além de Marildes, policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) já haviam prendido Abadia Paes Proença, de 36, que tentou negociar a picape Saveiro roubada da advogada. Os policiais recuperaram também parte dos produtos roubados - um aparelho de TV e uma geladeira, além de alguns cheques. A picape e uma motocicleta Honda Titan branca foram apreendidas ontem num bairro da Capital. Os policiais procuram ainda outra motocicleta roubada. “Falta prender o terceiro envolvido, que já está identificado”, informou o chefe de operações, policial civil Wlademire Lima Barros. Com a confirmação de que a advogada foi morta com várias pancadas na cabeça e do roubo de seus pertences, os policiais asseguraram sobre crime de latrocínio. As investigações apontam que os três investigados participaram da execução. Enquanto um colocou um pano no rosto, o outro tentou enforcá-la e o terceiro pegou um pedaço de madeira e acertou vários golpes na cabeça da vítima. Ontem de manhã, peritos do Instituto de Criminalística (IC) estiveram na casa para fazer perícia no quarto e também no pedaço de madeira usado no assassinato e também no pano usado pelos criminosos. Os produtos apreendidos foram levados para a delegacia. Era a prova que os policiais precisavam para confirmar a participação dele no crime. “Não só os produtos roubados, mas cheques da vítima também foram apreendidos”, observou um policial. Falta apreender vários objetos, além de uma motocicleta. Os três participantes do assassinato teriam conhecido a advogada há cerca de um mês e um deles ficou de fazer um dreno num muro da casa dela. Eles teriam acesso à residência onde ficavam, algumas vezes, o dia todo. Nesse ínterim, furtaram documentos da vítima para serem usados em golpes. “A advogada teria descoberto que um deles tinha passagem pela polícia por estelionato e os bandidos ficaram sabendo disso. É possível que esse seja o motivo do assassinato”, explicou um policial que participa das investigações.

Edição EDIÇÃO 16962




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