POLÍCIA
Quinta-feira, 19 de Junho de 2008, 20h:56
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VIAGEM
Ônibus são alvo constante de roubos
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Os ladrões estão aterrorizando a BR-364 na Capital, no trecho entre o Coxipó e a saída para Rondonópolis. Em menos de duas semanas, quatro ônibus foram assaltados por bandidos que se passavam por passageiros e, em certa altura do trajeto, sacaram armas e roubaram todos que estavam nos veículos. O último assalto ocorreu ontem, por volta das 9 horas, num ônibus da Tut Transportes que faz a linha Cuiabá a Barão de Melgaço. Segundo a polícia, havia 12 pessoas no ônibus, 10 passageiros, o motorista e o cobrador. Dois passageiros eram os ladrões, um deles armado com uma garrucha. Os assaltantes embarcaram no terminal rodoviário do Coxipó e, ao passar próximo do Posto São Mateus, um dos ladrões sacou a garrucha e rendeu todos. Roubaram celulares, jóias, dinheiro e outros pertences. Um policial militar que viajava desarmado foi obrigado a entregar a farda ficando somente de cuecas e de camiseta. Os passageiros, que registraram boletim de ocorrência na Delegacia do Complexo do Coxipó, disseram que viajam com pouco dinheiro, pois ficaram sabendo da onda de assalto nos ônibus. Minha mãe já tinha me alertado ontem (anteontem), pois ela soube do assalto na sexta-feira. Então, levou (ficou com) minha aliança e o celular, relatou um dos passageiros. Outra vítima lembrou que os bandidos pegaram todo tipo de jóias e celulares. Após o assalto, os ladrões desceram do ônibus e teriam embarcado num veículo. As investigações apontam que os ladrões estariam em uma S 10 branca. A picape teria sido vista em todos os roubos. Um dos receios da polícia é que os bandidos utilizem a farda para alguma ação criminosa. Os passageiros lembraram que o militar estava desarmado. Caso contrário, poderia haver um tiroteio dentro do ônibus. Ave Maria. Seria tiro para todo lado, disse uma passageira que teve um celular roubado. Para o chefe de operações da Delegacia do Coxipó, policial civil Rogério Garcia, a identificação dos ladrões seria fácil caso a empresa tivesse o nome dos passageiros. A empresa informou que não é norma (fazer a relação). Então, dificulta as investigações. Caso essa medida já tivesse sido tomada, dificilmente os ladrões entrariam nos coletivos como passageiros, frisou. Os assaltos estão sendo investigados pela Delegacia do Coxipó, com o apoio da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), um vez que se trata de uma rodovia federal.