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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

POLÍCIA
Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2009, 20h:12

DESCONHECIDO

Ninguém procurou corpo no IML

Continua sem identificação o rapaz que foi morto durante uma tentativa de assalto na última sexta-feira, a uma casa situada na Rua Presidente Marques, no centro da Capital. O assaltante, de cor parda, tem estatura mediana, pesa cerca de 70 quilos, e aparenta idade entre 17 e 20 anos; ele caiu morto ao lado do muro, do lado oposto da garagem da casa guardada pelo vigia. Ao lado dele, estava a faca que teria usado para ferir o vigia. O vigia Benedito Celestino Ferreira, de 42 anos, entrou em luta corporal com o assaltante e atirou contra o desconhecido, atingindo-o no abdômen e matando-o na hora. Depois de matar o assaltante, por volta das 5 horas, o vigia acionou a Polícia. Segundo técnicos em necropsia do IML (Instituto de Medicina Legal), será feita a comparação das digitais do desconhecido com prontuários criminais. “Caso ele tenha passagem pela polícia será identificado com facilidade”, explicou um técnico. No entendimento de policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o jovem não seria morador de Cuiabá nem de Várzea Grande. Caso contrário, os familiares já teriam procurado o IML para providenciar o sepultamento. “Ou se trata de alguém que pouco procura a família, que vai atrás dos pais só de vez em quando, alguém que fica mais tempo na rua do que em casa. Quem sabe a família ainda dará falta dele e irá procurá-lo na Polícia”, explicou um policial que participa das investigações. Conforme o relato dos policiais, o assaltante arrombou a porta dos fundos da casa, separou vários objetos e já tinha quebrado o vidro da porta de um veículo Logus, estacionado na garagem da casa, possivelmente com a intenção de levar também o carro. Ao chegar ao local, o vigia foi surpreendido pelo ladrão, que o amarrou e o trancou num dos cômodos. Minutos depois, o vigia conseguiu se livrar da corda e se armou com um revólver. “Ao me aproximar, fui ameaçado pelo ladrão, que estava empunhando uma faca, em atitude ameaçadora. Então, entramos em luta corporal e eu atirei nele”, relatou o vigia, que entregou a arma aos policiais militares que estiveram no local da ocorrência. O proprietário da casa, o coronel Ardor, oficial reformado do Exército, não estava na residência, uma vez que se encontra em viagem juntamente com a esposa. (AR)

Edição EDIÇÃO 16961




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