Na companhia de um amigo, ela tentou sacar R$ 106 mil de uma conta inativa, mas a polícia prendeu os dois
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Policiais civis prenderam o vendedor Iron Miranda e sua amiga Deusilha Moraes tentando movimentar uma conta inativa na agência do Banco do Brasil da Avenida da Feb, em Várzea Grande, usando documentos falsos. Ela estava se passando por uma professora da rede estadual de ensino. Eles pretendiam sacar R$ 106 mil da conta da vítima, que estava inativa desde R$ 2009, pois a servidora morreu e os golpistas descobriram o valor recentemente. A prisão ocorreu anteontem dentro da agência, quando eles se preparavam para reabrir a conta. O gerente desconfiou e acabou acionando os policiais da Delegacia Municipal de Várzea Grande. Ela se passava pela professora e o homem, com documentos falsos, se apresentava como procurador dela para sacar o dinheiro. Aos policiais, o suspeito confessou o crime alegando que precisava de dinheiro e sabia que a conta estava parada. Segundo a polícia, ele afirmou que alguém teria lhe passado a informação a respeito da conta da professora. Na casa dele, os policiais apreenderam um computador com vários programas para fraudar documentos, além de documentos já impressos. Os policiais lembraram que o casal tentou sacar o dinheiro em Rondonópolis (cidade a 210 quilômetros da Capital), mas o golpe foi descoberto. Na ocasião, o homem mostrou documentos em nome da servidora estadual, mas como o CPF dela estava suspenso pois não tinha feito declaração de Imposto de Renda , não puderam fazer o saque. Na ocasião, o gerente desconfiou e em contato com a Secretaria de Administração, descobriu que a titular da conta era servidora da Seduc. A partir daí, a Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública emitiu um alerta sobre um possível golpe em nome da professora. Ao ser informado da tentativa de movimentar a conta, o gerente acionou a Polícia Civil. Levado para a Delegacia, o casal foi autuado por tentativa de estelionato e uso de documento falso. Os policiais acreditam que o casal pode estar envolvido em outros golpes, devido à quantidade de documentos apreendidos com eles.