O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a cassação da prisão domiciliar concedida ao empresário Júlio Uemura, benefício do qual ele goza desde o dia 30 de abril, quando deixou o Anexo I do Presídio Pascoal Ramos alegando problemas de saúde, como hipertensão e diabetes. A Corte julgará o mérito de um habeas corpus e decidirá se Uemura voltará ou não para a cadeia. No parecer do MPF, o subprocurador-geral da República, Moacir Mendes Sousa, frisa que a liberação de Uemura abala a ordem pública, por conta de sua acentuada periculosidade, e pode representar prejuízos à instrução do processo. Ele foi denunciado em março como líder de uma quadrilha desarticulada durante a Operação Gafanhoto. O subprocurador também afirma que enquanto esteve na unidade prisional, Uemura obteve privilégios - ele possuía um aparelho celular, pelo qual realizava negócios. (KR)