POLÍCIA
Sábado, 22 de Dezembro de 2007, 14h:04
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VIOLÊNCIA
MPE pede a condenação de advogado
Aroldo Fernandes da Cruz, de 27 anos, é acusado de espancar violentamente a namorada e de fazer-lhe ameaças
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou (acusou formalmente) o advogado Aroldo Fernandes da Cruz, de 27 anos, pelos crimes de ameaça e tentativa de homicídio. Ele está preso desde a semana passada após ter a prisão preventiva decretada sob acusação de ameaçar uma ex-namorada, uma advogada de 26 anos. A vítima sofreu lesões graves há dois anos e desde então estaria sendo ameaçada pelo advogado segundo o MPE, que pediu mais uma prisão preventiva para o advogado. Aroldo foi denunciado por tentativa de homicídio qualificada motivo fútil, devido a uma discussão banal e ação que dificultou a defesa por parte da vítima. Ele está preso no anexo 1 da Penitenciária Regional de Pascoal Ramos. Conforme a denúncia, a quantidade de golpes e o modo como agiu revelam que o advogado tinha o propósito inequívoco de matar Carla. Além disso, a crueldade do seu ato é patente, tendo imposto à vítima sofrimento desmedido, sendo que ela somente não morreu devido ao socorro recebido, pois de fato ele acreditava tê-la matado. A tentativa de homicídio ocorreu no dia 8 de janeiro de 2005 por volta das 3 horas no pátio do Hotel Fazenda Mato Grosso, no bairro Coophema. O casal namorava há cerca de um ano e naquele dia foram a uma festa de casamento, onde permaneceram durante a madrugada. Por volta das 3 horas, ela pediu para ir embora. Aroldo, no entanto, discordou iniciando uma discussão presenciada por inúmeras pessoas. De acordo com os depoimentos, o casal caminhou até o estacionamento, momento que Aroldo passou a agredir fisicamente a namorada dando-lhe chutes, pancadas, tapas e socos na cabeça e outras partes do corpo. Não satisfeito, continuou a agredi-la e chegou a arrastá-la pelo chão puxando-a pelos cabelos, ainda conforme as testemunhas. Na seqüência, jogou-a no interior do carro. Para garantir que ela entrasse no veículo, acertou-lhe um chute. A sessão de pancadaria foi vista por várias pessoas. Ele abandonou a vítima nas imediações da avenida Fernando Corrêa da Costa. Em seguida voltou para sua casa, onde lavou o carro na varanda. A advogada foi encontrada por uma mulher por volta das 4h30min numa rua secundária próximo à Fernando Corrêa. A advogada pedia por socorro. A testemunha relatou que a vítima estava desorientada, suja de barro, ensangüentada e gravemente ferida, sendo levada ao Pronto Socorro de Cuiabá (PSC). O advogado foi ouvido no inquérito e negou a agressão. Confirmou ter discutido com a namorada, mas não a agrediu. Explicou que a deixou na avenida de acesso ao hotel. Para o advogado, a namorada teria sido vítima de assaltantes que, além de roubá-la, a espancaram. Na época, a advogada fez exame de lesão corporal e tratou de localizar testemunhas. Somente na semana passada é que conseguiu uma que depôs e confirmou ter visto a agressão.