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POLÍCIA
Sábado, 13 de Novembro de 2010, 12h:19

KAYTTO PINTO

MP reage contra pedido de novo júri

O Ministério Público Estadual (MPE) entra nos próximos dias com o contra-recurso junto ao Tribunal de Justiça (TJ) contrário ao pedido de novo julgamento de Edson Alves Delfino, solicitado pela Defensoria Pública. A Defensoria alega que houve cerceamento de defesa, uma vez que durante o julgamento, em março deste ano, a juíza Mônica Catarina Perry de Siqueira indeferiu uma pergunta aos dois psiquiatras do Instituto de Medicina Legal de Cuiabá: Zanizor Rodrigues e Jonas Valença sobre outro laudo de sanidade mental. Edson foi condenado a 35 anos e três meses de prisão pelo assassinato do menino Kaytto Guilherme Pinto, aos 10 anos, em abril do ano passado. Segundo o promotor criminal João Augusto Gadelha, dada a repercussão do caso, os peritos fizeram um laudo aprofundado, incluindo exames complementares que confirmaram a sanidade mental do criminoso. “Ele (Edson) sabia o que estava fazendo e age de acordo com seu pensamento”, frisou. No entendimento do promotor, se Edson tem tara, esse distúrbio pode ser tratado num presídio. Especialistas disseram que somente com a idade, é que ele diminuiria essa tara. Com isso, o representante do MPE vai solicitar também a ampliação da condenação para pena máxima, que poderá chegar a 43 anos. “Com ele (Edson) preso, deixará de praticar outros crimes contra a sociedade”, destacou. Durante o julgamento, Edson Delfino confirmou todo o relato que as testemunhas anteriores haviam dado sobre o estupro seguido de assassinato. Ele ainda acrescentou detalhes na medida em que era interrogado. Delfino contou que, até as 11h do dia do crime, estava trabalhando como servente de pedreiro numa casa no bairro Verdão. Durante a semana em que esteve neste serviço, conta que, ao fim do expediente de manhã, sempre ia de moto para a casa da irmã no bairro Ouro Fino, região do CPA. No dia do crime, pela primeira vez Delfino conta ter avistado Kaytto sozinho no ponto de ônibus. Logo que o viu, foi perguntá-lo para onde iria e o garoto respondeu que tomaria o ônibus para chegar ao escritório de seu pai, que só então, como o costume, deixaria Kaytto na escola. Na conversa, Delfino ganhou a confiança de Kaytto mencionando o nome de seu pai e de um outro parente do garoto. Disse que também se dirigia ao escritório de Jorgemar e que daria uma carona – antes, só teria de passar na casa da irmã para buscar outro capacete. Kaytto prontamente aceitou. A partir daí, montou o plano para estuprar e matar o menino.

Edição EDIÇÃO 16962




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