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POLÍCIA
Terça-feira, 29 de Março de 2011, 20h:09

PERIGO DA ARMA

Motorista mata parceiro na boleia

O caminhoneiro Valdir Pesseti, de 48 anos, foi assassinado com um tiro ontem de madrugada, quando abria a porta da boleia do caminhão de um amigo, que acabou sacando um revólver e atirou. Baleado na cabeça, Valdir morreu no local. O autor do disparo, Luiz Alberto Marques Machado, de 48 anos, foi autuado em flagrante por homicídio. Com ele, policiais militares apreenderam um revólver calibre 38 usado no crime. Segundo os policiais, Valdir, Luiz Alberto e um terceiro caminhoneiro viajavam juntos de Campo Grande (MS) para Cuiabá transportando ração. Eles estacionaram no pátio do posto de combustível, próximo da rotatória de acesso à rodovia que liga a Capital a Santo Antônio de Leverger. Testemunhas disseram que, por volta das 5 horas, Valdir abriu a porta do caminhão do amigo que, se assustou e atirou atingindo o parceiro. “Meu pai foi abrir o caminhão e acabou baleado porque o amigo dele teme ser assaltado. Por isso andou armado. Pode ter achado que se tratava de um assaltante”, relatou o filho da vítima, que estava no outro caminhão no momento do tiro. O tiro assustou outros caminhoneiros que estavam com as carretas estacionadas e se preparavam para sair. Acreditavam se tratar de um assalto, mas só depois descobriram que um colega havia matado o outro após confundi-lo com assaltante. O delegado André Renato Gonçalves, de plantão na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e que esteve no local, confirmou se tratar de um homicídio. “Tanto que ele (Luiz Alberto) foi autuado em flagrante”, informou. Na delegacia, Luiz Alberto relatou ao delegado que comprou a arma num estado da região Nordeste, pois temia ser assaltado. Com o revólver na boleia, se sentia mais seguro. Explicou que acordou com alguém abrindo a porta da cabine e, num ato instintivo, pegou o revólver e atirou. “Ele (Luiz Alberto) disse que só depois percebeu que havia atirado em seu próprio companheiro de viagem. Até então, não se lembrava”, explicou um dos policiais que participa das investigações. O corpo foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) e o filho de Valdir já havia entrado em contato com familiares para providenciar o translado do corpo. Com o assassinato do caminhoneiro, chega a 37 assassinatos na Grande Cuiabá no mês de março, sendo 27 na Capital e 10 em Várzea Grande. (AR)

Edição EDIÇÃO 16962




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