POLÍCIA
Sexta-feira, 08 de Janeiro de 2010, 10h:24
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SINOP
Morre rapaz que teria sido espancado por PMS da cidade
EVERTON MEDEIROS
Da Reportagem/Sinop
Juliano Ferreira da Cruz, de 21 anos, morreu ontem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santo Antônio, em Sinop. A família do rapaz, internado no último sábado, acusa o segundo tenente da Polícia Militar de Sinop, Efraim Augusto Gonçalves, e os soldados Sílvio Augusto Carvalho Carneiro e Wilson Egues dos Santos de terem o espancado, após abordagem no bairro Menino Jesus. De acordo com o advogado da família, Márcio de Deus, a morte de Juliano foi causada por um trauma violento. Ele sofreu duas paradas cardíacas. O Instituto Médico Legal (IML) vai analisar que tipo de trauma foi. Não sabemos ainda, mas os ferimentos foram causados por algum instrumento disse ele. Um laudo apresentado pelo advogado e elaborado pelo legista apontou que o jovem possuía vários ferimentos, esmagamento de órgãos e tentativa de estrangulamento. Ele estava todo ferido internamente. Isso é inadmissível. Na segunda-feira, o responsável pelo Comando de Policiamento de Área (CPA) da PM de Sinop, major Aurélio Vilas Boas, disse que os policias não eram responsáveis pela situação e que o caso seria investigado. A informação dada pelo major de que o rapaz tinha passagem pela polícia e portava entorpecentes no momento da abordagem foi questionada pelo advogado da família. Os fatos são contraditórios. O major disse que ele tem várias passagens, porém, não apresentou quais eram, e mesmo que as tivesse, não justifica ele ter sido espancado, afirmou. O comandante regional, coronel Nerci Adriano Denardi, afirmou que os fatos serão investigados. Não temos que esconder nada de ninguém. Queremos que a população entenda que estamos fazendo tudo para esclarecer os fatos. Os policiais envolvidos foram afastados do serviço operacional e desempenharão serviços internos. Inquéritos foram instaurados pelas polícias Civil e Militar para verificar como tudo aconteceu. Eles estão à disposição de investigações dos inquéritos, no sentido de que tudo seja esclarecido e que os culpados sejam denunciados e paguem pelo que cometeram, afirmou.