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POLÍCIA
Terça-feira, 21 de Junho de 2011, 21h:32

Militares podem ser indiciados

ADILSON ROSA
Da Reportagem
Policiais militares que participaram da contenção da rebelião na Penitenciária Central do Estado (PCE) poderão ser indiciados pelo duplo homicídio ocorrido anteontem na Penitenciária Central do Estado (PEC), em que morreram o agente prisional Wesley da Silva Santos, de 24 anos, e o preso Uenes Brito dos Santos, de 24. Os dois morreram em decorrência de tiros calibre 12 disparados por policiais militares do Grupamento de Contenção. O laudo preliminar aponta que fragmentos de calibre 12 atingiram o agente prisional no abdômen. O detento, por sua vez, foi atingido no abdômen e na perna. O balote atingiu a veia femural. A delegada Anaíde Barros, responsável pelas investigações, informou que deverá ouvir todos os envolvidos – os 50 presos que estavam no raio 3 onde ocorreu a rebelião, assim como os agente prisionais e os policiais militares. “No final das investigações, os responsáveis serão indiciados (pelo duplo homicídio)”, frisou. Os militares do Grupamento de Contenção negam que tenham atirado contra os presos. Conforme o boletim de ocorrência da tentativa de rebelião, eles atiraram para “locais neutros” (ver matéria). Uma das hipóteses é que esses fragmentos tenham atingido não só o preso como o agente prisional, assim como os outros dois detentos – Nilton José de Almeida, que já foi liberado do hospital e está numa das celas, e Marco Antônio Pereira da Silva, que continua internado no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC) sob forte escolta. Ainda anteontem, a delegada ouviu vários detentos que participaram do motim e eles confirmaram que Uenes estava à frente da rebelião, inclusive com uma faca encostada no pescoço do agente prisional. “Ele (Uenes) chegou a anunciar a rebelião, fazendo o agente refém”, contou a delegada. Anaíde Barros recebeu um cartucho calibre 12 deflagrado do e também seis projéteis deflagrados, indicando haver outras armas usadas na contenção do motim. “A perícia é que vai determinar o calibre desses projéteis”, explicou a delegada. Ela acrescentou que no caso do calibre 12, é liso, sendo possível saber somente de que arma foi disparada, mas não identifica a pessoa atingida. Ontem mesmo Anaíde enviou o material para ser periciado e aguarda resposta para os próximos 30 dias.

Edição EDIÇÃO 16967




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